08/10/2009

Selos que recebi...

Oi galera,
andei bastante ocupado com pré e pós Expomusic...e só agora... que estou voltando a normalidade e colocando as coisas em dia e em noite!!!
Bom, recebi 4 selos da Júnia que pilota blogs bem legais. O Vintage Blog, que fala sobre cinema é muito bom...
Esse lance do selo, talvez eu não tenha entendido direito, mas vou tentar fazer aqui...
O(s) selo(s) são como premiações que o blogueiro dedica para outro blog, e tem algumas regras.
Bom, eu como blogueiro apenas eventual...me senti bastante honrado com a indicação.
Olha os selos abaixo:
Selo 1:
1- Linkar o blog que te indicou;
2- Indicar 10 Blogs que valem a pena ser seguidos;
Selo 2:
1- Linkar o blog que te indicou;
2- Indicar 10 Blogs que valem a pena ser seguidos;
Selo 3:

As regras são:
1- Publicar no blog;
2- Dizer quem o ofereceu;
3- Entregar a 5 blogs;
4- Por fim, anunciar 3 desejos.
Os meus 3 desejos:
1 - Retornar a vida de rockstar
2- Saúde, para assistir Dr Jivago, muitas e muitas vezes...
3- Férias, pelo menos, uma vez por ano...
Selo 4: "Os 5 sentidos"
As regras são:
1- Exibir o selo!
2- Indicar o link do blog de quem o recebi!
3- Indicar outros 5 blogs!
4- Dizer qual o sentido que melhor me descreve:
5- Para cada Sentido responder às perguntas:-
Audição: Qual o som que mais gostas de ouvir?
Visão: Qual a tua imagem favorita?
Tato: O que mais gostas de sentir na pele?
Paladar: Qual o teu sabor favorito?
Olfato: Qual o cheiro que te faz bem?
O sentido que melhor me descreve: Tato
Luthier e músico depende de "tato"...até com as pessoas...
Audição: Rock and Roll!
Visão: Animais vivos
Tato: a pele feminina
Paladar: macaronada
Olfato: 3M (mar, mato e menta)
Bom, os 4 selos são dedicados aos seguintes blogs:
1- Vintage Blog da Júnia - http://vintageeblog.blogspot.com/
3- Blog da BH Escola de Luthieria - http://bh-luthieria.blogspot.com/
4- Tobias or not Tobias - http://tnt79.blogspot.com/
7 - Blog da Lucky Star -http://blig.ig.com.br/saladatraducao
8- Blog da Cover Guitarra - http://www.canaldomusico.com.br/
9- Blog da Guitar Player - http://www.guitar-player.blogger.com.br/
10- Blog de Cinema - http://www.blogdecinema.com/

22/09/2009

Expomusic 2009


EXPOMUSIC
23 e 24 de Setembro - Restrito aos profissionais do setor
25, 26 e 27 de Setembro - Aberto ao público em geral
Horário:das 13h às 21h Expo Center Norte Pavilhões Vermelho e Verde
Rua José Bernardo Pinto, 333 São Paulo - SP – Brasil

Dia 22 - Tagima Dream Team - Não estarei no evento.
Dia 23 - Expo - estarei circulando pelos stands
Dia 24 - Estarei na Escola de Luthieria - Offline na Expomusic.
dia 25 - Não sei ainda?????
Dia 26 - Stand Cover Guitarra
Dia 27 - Stand Cover Guitarra

21/09/2009

Okuribito 2009

Depois de um "finde" agitado, nada como relaxar na frente da LCD assistindo um bom filme. Apesar de gostar mais de clássicos, esse vale muito a pena. "A Partida" ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. E o japonês mereceu...
A história de Daigo Kobayashi, violoncelista que ao ficar sem orquestra (desativada) e sem emprego...volta para a cidade natal com a esposa para um novo recomeço. Daigo procura um novo emprego e encontra uma empresa que "lava" e prepara defuntos antes da cremação. O desenrolar da trama envolve a relação do protagonista com seu novo trabalho, sua mulher (que não sabe), o falecido pai, os parentes dos mortos, o chefe e outros...
Contrariando o padrão do cinema nipônico, a película nos mostra uma visão realista do post mortem com humor, sensibilidade, otimismo, emoção e um final surpreendente, " quase" feliz.
Vcs sabem né...filme japa só tem crueza, amargor, desencontros sinistros, pessimismo e finais tristes e surrealistas...

E olha que eu não fui um cara empolgado com filmes japoneses. Nem curtia Akira Kurosawa, nem Nagisa Oshima. Muito menos filme de samurai...achava enfadonho. Preferia assistir película de cowboy do Giuliano Gemma, tipo O Dólar Furado...
Aliás, um clássico "lado B" que na época, a gente não tinha o menor dissernimento para classificá-lo de tal forma.

Mas depois que morei e vivi quase uma década no Japão, aprendi a gostar das películas japônicas, tipo: Ran, Os 7 samurais, Derzu Uzala, O Impérios dos Sentidos, Kagemusha...e hoje, até filme de samurai segunda linha tá rolando...
O título em japonês é Okuribito.A tradução: "Departures" e "A Partida" são bem chinfrim, coisa de gente totalmente sem noção.
Bom de qquer forma, não deixe de ver "A Partida". Recomendo mesmo.

19/09/2009

Redlic Stratocaster


Essa é minha nova "velha guitarra". Ou seria velha "nova guitarra"?
Prometi contar a história dela...lá vai...
Ganhei do Seizi Tagima: o braço (semi fresado) de marfin costeiro e a prancha de cedro figurado para o corpo. Era uma peça antiga e bem bonita. Acho que foi em 2001 quando fui visitá-lo na antiga sede da Tagima, no Ipiranga.
As madeiras ficaram um tempo "encostadas" - eu dava aulas na escola, trabalhava em shows, dava cursos, era colunista na revista Guitar Player...não tinha tempo nem para respirar...
Mas comprei as ferragens e comecei o braço, terminando-o em 2 dias. O corpo demorei uma eternidade - só tinha tempo nos intervalos das aulas e nos finais de semana prolongados por feriados.
Mandei a guitarra para a pintura. Era para ser amarela, mas o Carlinhos (pintor nosso na época)esqueceu a cor e deixou apenas no verniz. Na verdade, como os veios da madeira do corpo estavam bem figurados e bonitos. Ele deletou a informação...fez um acabamento apenas em verniz poliuretano. Esqueceu a cor!
Ficou natural. E o Benedetti quando foi buscar a guitarra, nem notou pq tinha outros instrumentos também na mesma remessa. Quando chegou na escola, todos adoraram...menos eu...Isso mesmo, não gosto de instrumento natural, na madeira. E todos me convenceram que era melhor assim...
Capa Guitar Player Fevereiro de 2002
Montei a guitarra e ela foi utilizada na capa da revista Guitar Player, edição de fevereiro, referente a matéria: você conhece sua guitarra", de minha autoria.

Verde x Amarelo
Conhecemos outro pintor, o Antonio Carlos. Lá vai a guitarra p/ele pintar. Mudei do amarelo para o "surf green" a lá Fender Stratocaster Jeff Beck Signature. Nem lixei o corpo, apenas guardei o braço e mandei p/ ele. Três semanas depois, finalmente, o corpo "verde calcinha" chegou!.
Não tenho nenhuma foto dessa época. Na verdade, a pintura ficou ruim. O Antonio Carlos era novato em acabamento de guitarras. Nem montei o braço. Ficou assim durante quase 2 anos.
Mudamos de pintor. Conhecemos o Lauro (que está conosco até hoje). Mas a strato verde ficou em processo hibernativo. Um dia chuvoso, resolvi fazer uma arrumação aqui em casa e não é que a guitarra apareceu...
Mandei p/o Lauro. Agora sim. Eu quero amarelo, bem banana. O Lauro sugeriu o amarelo cadillac. Achei LEGAL e ficou do jeito que eu queria.
A guitarra voltou e dois dias depois, a pintura da parte traseira começou a descascar na região do encaixe do braço. E quando montei tudo...descobri que aderência do verniz não estava muito boa. Tudo bem, vou fazer uma versão relic nesta strato. Fiz algo bem sutil. Sem muitas firulas.
Utilizei técnicas similares a Fender Custom Shop, do masterbuilder Jay Black e do luthier Vince Cunetto.
Vince não trabalha mais na Fender Cst Shop. Ele montou sua própria empresa:
E a guitarra ficou assim (abaixo). Utilizei-a por curto tempo. Mas ela começou a descascar mais e mais...e... encostei a guitarra de novo. Nesse interím, fiz outras duas Stratocasters e duas Telecasters. Acabei esquecendo da referida.


Trying Chrome
Um dia, o Lauro me mostrou o catálogo da Cardinale:
Resolvemos testar uma tinta cromo. Rachamos o custo (alto... por sinal) e sugeri a guitarra amarela relic como cobaia. Não faço idéia de quanto tempo esperei pelo resultado. Mas a tinta cromo não ficou boa. Mandei-a novamente para acabamento final com camadas de verniz e quando retornou, não me animei muito. Tinha separado algumas peças para fazer uma customização especial, mas o cromado do corpo estava muito ruim...desisti...
Vermelho Metálico
Mandei para o Lauro de novo. Pedi p/ele fazer um acabamento com verniz e pigmento vermelho sob a tinta cromada. Desta forma, ficaria vermelha metálica no estilo antigo.
Hoje em dia é fácil encontrar cores metálicas prontas. Coisa que em mil novecentos e trá lá lá...só era possível simular uma cor metálica com uma técnica especial. Aplicava se uma cor prata ou ouro como fundo e depois, camadas de verniz com o pigmento da cor desejada. Assim era criado o efeito metálico nas cores.
Mais "chá de cadeira" e finalmente a guitarra chegou. Porém, a aplicação do verniz com o pigmento vermelho produziu uma reação com o fundo (tinta cromada). O acabamento craquelou produzindo "varizes" na pintura. Ficou deveras interessante...
Só me restou aceitar o problema e tentar novamente o processo de envelhecimento. Ou teríamos que lixar tudo, até a madeira.
Tudo bem, sou descendente de oriental...mas paciência também tem prazo de validade.
The Art of Aging
Reliquei inicialmente o corpo utilizando thinner, flúido para isqueiro Zippo com nafta, betume e utilizei uma raspilha para "descamar" o verniz. As feridas foram produzidas com uma chave de fenda. O thinner deixa o acabamento fosco e enfraquece o verniz. O flúido Zippo modifica a coloração do verniz e ajuda no processo de penetração do betume.
Para produzir riscos na pintura, passei uma escova de aço no corpo. Misturei Zippo com betume e a aplicação do composto sob os riscos, deixou a guitarra com cara de maltratada.
O escudo foi concebido com uma placa de acrílico preta figurada. Envelheci o escudo com lixas e danifiquei as extremidades com uma micro retífica. Inseri parafusos velhos e oxidados no instrumento.
Decidi por apenas um captador Sound HH777 amarelo e um botão de volume e um acionador push para splitar o humbucker.
As ferragens foram envelhecidas com uma micro retífica e enxarquei tudo com um produto líquido que ataca a cromeação. Mas isso ainda vai levar tempo para ficar do jeito que quero.

Poutzzz, a camada de verniz ameaça soltar cada vez mais. Motivo pela qual tive que colar um adesivo acima do escudo.
Mas eu não pretendo mais mexer nesta guitarra. Vai ficar assim definitivamente...
Na escala, utilizei thinner, raspilha, betume, bom bril e um maçarico portátil.
Fiz uma mistura de um diluente da acrilex com iódo povidona, para produzir encardidos no topo do fingerboard.
No headstock, o maçarico fez a simulação do cigarro a lá Van Halen ou Eric Clapton...
As tarraxas deixei intactas. Mas vai uma sugestão:
Basta comer um pizza de oito queijos com a mão e afinar a guitarra depois...
Ahhhh, sobre o timbre dela né...muito boa.! Apesar do captador solitário e da aparência podre. Ela fala bem. Qualquer hora ou qualquer dia, vocês poderão vê-la ou testá-la na escola...
fotos: Henry Ho

The Wind Cries Jimi Hendrix


After all the jacks are in their boxes
And the clowns have all gone to bed
You can hear happiness staggering on down the street
Footsteps dressed in red
And the wind whispers Mary
A broom is drearily sweeping
Up the broken pieces of yesterday's life
Somewhere a queen is weeping
Somewhere a king has no wifeAnd the wind cries Mary
The traffic lights turn blue tomorrow
And shine the emptyness down on my bed
The tiny island sags downstream
Cause the life that lived is dead
And the wind screams Mary
Will the wind ever remember
The names it has blown in the past
With its crutch, its old age, and its wisdom
It whispers no, this will be the last
And the wind cries Mary

18/09/2009

chá de sumiço


Eu sei, eu sei, eu sei...tomei mesmo o tal do chá ...
Desapareci da "Blog-o-landia" pq tava numa correria desenfreada. Essa coisa de ter vários empregos só reforça a tese de que quem trabalha muito, não tem tempo para ganhar dinheiro.
Enquanto tem gente batendo no guard rail, eu acelerei demais depois de um Pit Stop bem recente...
Buenas, em breve posto fotos de minha velha guitarra que ficou nova, mas que deixei envelhecida. O pior é que terei que contar toda a saga dela, senão poucos entenderão...
Semana próxima, o mercado musical (pelo menos, a fatia gorda representativa) se aglomera na Expomusic. Estarei lá circulando na quarta (dia 23) e sexta (dia 25) e tentando circular nos dias 26 e 27 (finde).
Semana próxima também rola o evento Tagima Dream Team. Este ano escolhi 4 alunos da escola a pedido da Tagima - para trabalharem no suporte do evento e no stand deles na Expomusic. Não fui convidado para o evento Tagima Dream Team, porém ontem fui desconvidado? Como posso ser des-convidado se não fui convidado? Mas isso existe. É uma técnica bem interessante.
Em breve, uma notícia ainda não bem resolvida que só estou esperando a confirmação. Tem a ver com o mercado editorial, mas como o cenário anda tão caótico...decidi esperar um pouco mais para falar.
De resto, o meu sumiço tem a ver com o excesso de tempo. Excesso? Isso mesmo...excesso de tempo dispendido para atender interesses de terceiros.
A matemática é cruel: restou a falta de tempo dispendido para comigo mesmo...
Tenho a impressão que as minhas 24 horas diárias são mais curtas que as 24 horas diárias de qualquer outra pessoa.
Até breve galera!

18/08/2009

Coisas interessantes

Acabei de receber um link de um luthier que faz coisas bem legais, olha só:


Vale a pena conferir. O tipo de coisa que talvez eu estivesse fazendo pra me livrar da mesmice, dos padrões e referenciais clássicos que predominam no meu dia-a-dia...
Bem legal!
Para os luthiers, uma outra dica no blog da Pauleira, sobre a SUTACO:

10/08/2009

O dia mais triste de 1969 e um dia triste anos depois...

Eu era pequeno. Acho que com 10 ou 12 anos, não tenho certeza.Hoje em dia, com essa idade a molecada não é mais "pequeno". Isso só vale agora para quem tem em torno de 3 a 4 anos. E mesmo assim são crianças bem mais precoces que de minha época.
Mas voltando ao assunto...com menos de 10 anos, meus pais nunca deixavam dormir depois das 10 da noite. Eu tinha horário para acordar, fazer as tarefas escolares, horário para brincar, almoço, jantar, horário pra voltar p/casa e hora certa p/dormir...
Mas quando completei uma década de vida, deixaram eu dormir mais tarde aos sábados de noite. Ou seja, eu poderia ficar até tarde assistindo TV. Torcia para meus pais irem dormir logo e ficava sozinho assistindo filmes na madrugada, tipo sessão de gala, corujão...
Assisti muitos filmes assim que se tornaram clássicos. Um deles: A Dança dos Vampiros.
http://www.adorocinema.com/filmes/danca-dos-vampiros/danca-dos-vampiros.htm
Vale a pena ver. O filme é suspense, terror, romance e comédia. É uma sátira dos filmes de vampiros mas feito com minúcias e sutilezas de época. O elenco é insuperável, que contava com Roman Polanski e Sharon Tate.
Bom... e eu não podia ver o Roman Polanski no filme p/não cair na gargalhada e fiquei hipnotizado com a beleza da Sharon Tate.
Um belo dia anos mais tarde, comentei sobre o filme com minha mãe. Ela (também adoradora de filmes clássicos) suspirou e me trouxe uma revista japonesa.
Acho que eu tinha uns 14 anos e ela me contou o que tinha acontecido com a Sharon Tate.
Logicamente que em tempo real (em 1969) as notícias não corriam o mundo como hoje. E mesmo que tenha sido uma tragédia noticiada para o mundo. Eu era pequeno demais para entender ou lembrar de algo. Ou seja, quando assisti o filme, Sharon já tinha sido assassinada. Eu apenas não sabia, nem imaginava e sonhava assistí-la novamente em outro filme.
As fotos da revista japonesa me chocaram na época. Tinham fotos reais e ilustrações da simulação do realmente aconteceu.
9 de agosto de 1969 - Sharon Tate casada com Roman Polanski, grávida de 8 meses foi brutalmente assassinada pela família Manson.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sharon_Tate
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gB1lKiKXpSPCYeEUXRDt-zIFdjaw



http://www.sharontate.net/

Ontem, estava de bobeira na madrugada assistindo TV e tava passando um documentário sobre o caso. Acabei me lembrando do filme e do quanto fiquei triste quando descobri a verdade.

27/07/2009

MSG live in Sao Paulo 26/07/2009

Oi galera, muitos sabem que sou fanático pelo UFO ( a banda...) e pelo guitarrista Michael Schenker (irmão do Rudolph Schenker guitarrista do Scorpions).
Para saber mais do Michael: http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Schenker

Buenas, Michael Schenker esteve ontem em sampa para apresentação única no Brasil. Dia 24 eles estiveram na Argentina e a Rádio Corsário teve a feliz iniciativa de trazê-los para o Brasil.
A Line Up da banda:
Michael Schenker (Guitar)Gary Barden (Vocals)Wayne Findlay (Guitar/Keyboards)Chris Slade (Drums)Elliott Rubinson (Bass) .

Essa tour marca a volta do vocalista Gary Barden, da primeira formação do MSG, banda que o Michael formou depois que ele saiu do UFO. Na bateria Chris Slade, que já tocou com Jimmy Page, AC/DC, Gary Moore, Uriah Heep e outros. O baixista Elliot Rubinson do Cactus e o guitarrista base e tecladista Wayne Findlay da banda Slavior.


Michael Schenker na pose clássica que o consagrou como um dos mais técnicos e melódicos guitarristas da sua geração.


Mais pentas e vibratos em profusão

Cheguei na casa as 18:30hs. Dia de chuva e tempo ruim. O local da apresentação é um bar bem legal na Vila Prudente. O Stones Music Bar, olha o link ai...
http://www.stonesmusicbar.com.br/
A princípio, as pessoas acham que é muito longe e tals, mas é fácílimo de chegar.
Estacionamento da casa bem do lado.
Logo na entrada encontrei o Luiz Sacoman do Cavalo a Vapor, outro fã do Schenker.
A casa estava aberta, mas as dependências do galpão do show estavam fechadas. A banda passou o som as 19:30hs, foram 3 músicas para acertar os monitores. Deu pra ver tudo pela janela do bar.
A galera que começou a juntar era formada em sua grande maioria de "rockeiros vintages". Muitos fãs de UFO, encontrei muita gente amiga: Miltom Medusa, Hélcio Aguirra, Régis Tadeu, Vitão Bonesso, muita gente de bandas das antigas, amigos dos velhos tempos, Rodrigo Novaes (ex-aluno) que veio especialmente do Rio para ver o show...outro fanático pelo Schenker.


Armed and Ready!!!


Rock Bottom...Rock Bottom...
Bom, o show demorou pra caramba. Logo que abriram as portas do galpão, a galera já entrou e foi se afunilando na frente do palco.
O local é bem pequeno com um mezanino em formato de "U". Cabem umas mil pessoas apertadas, mas em virtude da pouca divulgação e das circunstâncias de um domingo chuvoso...estava tudo tranquilo. Muito espaço para circular e ótima visão do palco de qualquer lugar. Muito bom!
O galpão é bem legal, Tem um telão em cima do palco. O aquário dos operadores do PA fica na parte superior e o som da casa estava bom.
Equipamentos alugados: do lado do Michael, 2 sets de cabeçotes Marshall com 4 caixas 4 x 12, marca registrada do cara. Poucos pedais e duas guitarras.
Na parte contrária, um set de Marshall com 2 caixas 4 x 12. Um cabeçote e caixas da Meteoro para contrabaixo, 2 teclados e a bateria do centro. Palco pequeno mas deu pro gasto...
A banda entrou um pouco depois das 21:00hs. Quem esperava um Michael Schenker gordo, desesbelto, insóbrio e com pouca juba...se surpreendeu...aliás, eu me surpreendi...
Schenker estava esbelto, sóbrio e vestido como nos primórdios: calça jeans, tênis, camiseta regata e blusa de couro...como nas primeiras apresentações da MSG. Até o cabelo cresceu e o cara tocou como nos primórdios. Tocou pra cacete!
O set list foi baseado em sons clássicos e sons do disco novo. Lógico que a galera explodiu com os hits da MSG: Armed and Ready, Are You Ready to Rock, On and On, Lost Horizonts, Attack Of The Mad Axeman, a instrumental Into the Arena, onde Michael soltou a mão fazendo os solos iguais e com muito feeling...e mesmo as músicas mais novas empolgaram a galera que pulou sem parar. O único "entretanto" foi com relação a monitoração do som da bateria (do bumbão) que estava ensurdecedor demais...

O guitarrista/tecladista Wayne e o baixista Elliot, mandaram bem. Agitam p/caramba e o batera
Chris Slade, sem comentários - toca muito simples e bate muito forte. Excelente!


A banda mandando ver uma versão elétrica da acústica Gipsy Lady do novo álbum.

Como não poderia deixar de ter, encerrada grande parte da apresentação, a banda volta para o "bis"...e volta para tocar Rock Bottom do UFO. Pena tocarem poucas, compreensível pelo fato de ser o MSG e não uma apresentação solo...apesar que a galera e a banda (tbém) só gritaram: Schenker, Schenker, Schenker...

Gary Barden, o vocalista mostrou que continua cantando como nos velhos tempos. O set -list baseado nos primeiros álbuns foi totalmente oportuno.
Se quiser saber mais sobre ele: http://en.wikipedia.org/wiki/Gary_Barden
É o tipo de vocalista que eu gosto...um mix de Paul Rodgers com Phil Moog(UFO), com tempero britânico e rouquidão sutil.


Qto a Michael...o cara voltou em ótima forma. Deve ter feito uma dieta, deve estar zen, deve estar malhando, largou a insobriedade e voltou a agilidade nos dedos. Espero que continue assim, e espero que volte por aqui para shows maiores e mais divulgados, com mais galera e mais clássicos do MSG e UFO. Lights Out! Lights Out Sao Paulo!


E pra encerrar a noite com chave de ouro: Doctor Doctor, outro hit do UFO.

Pra acompanhar Michael na net:
http://www.michaelschenkerhimself.com/home.php

No You Tube, basta digitar: Michael Schenker UFO e ver muitos e muitos vídeos dele estraçalhando na guitarra.
Michael Schenker é uma das minhas maiores influências na guitarra. O vibrato, o senso melódico, o fraseado rápido e agora não vai ter mais jeito...vou ter que fazer uma Flying V, ou comprar uma...
fotos: Henry

15/07/2009

Li Dan is going to see the sun very square!!!


Então, essa da foto não é minha irmã, nem prima, nem cunhada, nem cônjuge, nem amante, nem amiga, nem conhecida, nem nada...nadinha...
Essa é a Li Dan, chinesa de origem...e responsável direta pela falsificação de marcas consagradas como Gibson, Fender, PRS e Epiphone. Ou seja, instrumentos musicais manufaturados na China utilizando indevidamente o "brand" das citadas. E comercializadas no seguinte website:
A matéria completa vc encontra no website da Gibson, postada pela editora chefe Ellen Mallernee.
Pois então, tava demorando para isso acontecer. Amigos meus que estiveram visitando a feira de instrumentos musicais na China, a International Trade Fair For Musical Instruments And Services em 2008, disseram que bem pertinho do stand da Gibson, estavam os chineses com o stand das pseudo-réplicas, logicamente falsificadas.
Olha só que coisa louca isso...
É preciso distinguir réplica de falsificação. Existe um mercado de réplicas de alta qualidade, produzidas com esmero e conceito agregado. As réplicas são produtos de quantidade limitada. As próprias marcas replicadas admitem respeito por réplicas de "high quality" manufaturadas por luthiers ou fabricantes pequenos. Eventualmente, são profissionais contratados pelas empresas como consultores ou membros definitivos. Exemplo do que ocorreu e ocorre com a Fender.
Já a falsificação de baixo custo é vulgar. Infelizmente, a China é a "Meca" do clone com visual assemelhado ao original. Porém, vendido a preço exorbitantemente despencado...
Não tem milagre não. Timbre de Gibson é característico. Construção também. A falsificação não tem timbre igual... nem a pau...E falando em pau, podem até utilizar as mesmas madeiras e copiarem os detalhes técnicos, mas sempre tem algum deslize absurdo, alguma coisa BEM diferente do original.
Já ví algumas Gibson(s) "fakerozíssimas" e apesar da semelhança não ser coincidência P*** nenhuma...enganam os desavisados e seduzem com preços bem baratim baratim...
Tô fora! Melhor comprar uma réplica Hurricane, Greco, Tokai ou Yamaha. Com certeza...
Sei lá como é na China...se Li Dan vai ver o sol quadrado por 3 anos??? Não sei mesmo...

12/07/2009

Michael Schenker no Brasil



Michael Schenker Group no Brasil, dia 26/07 no Stones Bar. Só clicar no cartaz acima e ver os detalhes.
Já trabalhei para ele na turné do UFO, Walk on Water - Live in Japan ...p/quem curte hard rock clássico da melhor qualidade, imperdível!
Michael Schenker (Guitar)Gary Barden (Vocals)Wayne Findlay (Guitar/Keyboards)Pete Holmes (Drums)Rev Jones (Bass)

RIP George Fullerton

It is with deep regret that we announce the passing of George Fullerton, founding partner and the “G” in G&L Musical Instruments. George died on Saturday of heart failure, only weeks after his own wife passed away. Besides his son, Geoff, he is survived by a daughter, Diane, and three grandchildren. A memorial has been scheduled for 10 a.m. July 25 at the Crystal Cathedral in Garden Grove. Instead of flowers, the family has asked that donations be sent to the St. Jude Memorial Foundation. 7/07/2009



George Fullerton, parceiro de loga data de Leo Fender, morreu no dia 04/07 aos 86 anos de insuficiência cardíaca congestiva, na California.
Fullerton foi responsavel pelos métodos de produção em série da Fender, ajudando Leo Fender nos projetos de automatização e dispositivos para execução em larga escala.
George Fullerton também é responsável pelo design de guitarras e contabaixos, tanto da Fender de 1951 até 1972 e posteriormente na G&L.





Em 1980, Leo Fender e George Fullerton resolveram voltar ao "music business" e fundaram a G&L.

http://www.glguitars.com/index.asp

Promoção Pit Stop Ernie Ball - Hendrix Worldmusic e Made in Brazil

Terceira e quarta semanas da promoção Pit Stop Ernie Ball, parceria conjunta da Royal Music e B&H Escola de Luthieria.
Estivemos na Made in Brazil e na Hendrix Worldmusic, ambas na Teodoro Sampaio.
A Made in Brazil me surpreendeu bastante. Já fui cliente deles tempos atrás e a loja que conhecia anteriormente mudou de forma radical. Confesso que tinha em mente o mesmo perfil de outrora.
A Made da Teodoro é ampla e estrategicamente posicionada. O balcão de acessórios fica no fundo da loja, o que obriga a todos a percorrerem todos os setores musicais. Estratégia das lojas japonesas, já fiz isso no Japão e os resultados são bons.
Como nos supermercados, onde eles vivem mudando os produtos das prateleiras e de corredores. Você é surpreendido quando mudam as coisas e acaba visualizando produtos diferentes onde está acostumado a ver os produtos que procura... e isso cria um " efeito estímulo de consumo".
Na Made, os setores são bem organizados. Para testar ampliicadores, guitarras, baixos e violão, as condições são ótimas. Para áudio, o balcão é amplo e os vendedores solícitos e bem preparados. O balcão de acessórios é o melhor da Teodoro Sampaio, variedade e quantidade com atendimento nota 1000 do Mário & cia.


Dani, perto do balcão de acessórios da Made in Brazil, atendendo 2 clientes que compraram cordas Ernie Ball. Os mesmos ganharam limpeza, colocação de cordas e ajustes grátis...


Dani, Mário e um cliente, perto do balcão.

A Made tbém possui uma sala legal para testar violões. E falando em violões, a Made é representante da Martin Guitars, outra coincidência...pq trabalhei na T. Kurosawa Co. Ltd, tbém representante dos violões Martin...

Já a Hendrix Worldmusic está situada no mesmo quarteirão da Made na Teodoro Sampaio. Conheço o gerente Vladimir de muito tempo. Nosso primeiro funcionário (da B&H) Tarlis Vinci cuida da luthieria da Hendrix.
Na loja trabalha tbém a Nathy, que conheço desde os tempos da Ponto Musical/Playtech da rua Santa Ifigência. A Nathy sempre me vendeu acessórios, microfones e pedestais.
Na Hendrix, o balcão de acessórios também é legal. Muita variedade e atendimento excelente. A loja tem clientes fixos e bom fluxo de consumidores. Caso a loja fosse mais ampla e menos estreita, com certeza...apresentaria um fluxo mais constante.


Paula na Hendrix, promoção Pit-Stop.

Do outro lado da rua, a Hendrix mantém uma loja especializada em áudio. Aliás, muito boa com ótimas promoções e vendedores especializados. Já levei alguns amigos para comprarem lá e o atendimento continua muito bom.

links:
http://www.madeinbrazil.com.br/
http://www.hendrixmusic.com.br/
http://www.playtech.com.br/
http://playtechnews.wordpress.com/
http://www.tangomusic.com.br/
http://www.royalmusic.com.br/

diário da promoção Pit Stop:
www.bh-luthieria.blogspot.com

02/07/2009

Promoção PIT STOP Ernie Ball

Oi galera,
Um tempo atrás, fechei um projeto com a Royal Music, representante das marcas Gibson, Epiphone, Ernie Ball, DW, Music Man, DiMarzio entre outras...uma promoção denominada de: PIT STOP Ernie Ball.
O cliente compra um encordoamento da marca e ganha grátis uma regulagem e a colocação do encordoamento no instrumento. Fechamos com as principais lojas de instrumentos da rua Teodoro Sampaio: Playtech, Tango, Hendrix e Made in Brazil.
Agenda:
junho - dias 17, 18, 19, 24, 25 e 26, nas lojas Playtech e Tango
julho - dias 1,2,3, 8 e 10, nas lojas Hendrix e Made in Brazil
Elaboramos uma bancada de trabalho personalizada e a Royal nos enviou os banners e as camisas com logotipos da Ernie Ball e da escola. E para minha sorte, adivinhem a cor das camisas???

Bancada montada com banners.

Preparei duas maletas com as ferramentas básicas e montamos as equipes:
Paula e Daniela no time titular.
Claudinho e Heitor no banco de reservas
Eu e Benedetti na área técnica de apoio
Comentários no blog da escola:
http://www.bh-luthieria.blogspot.com/
Pois é, lá tem um mini diário de como as coisas rolaram e algumas fotos.
Vou falar um pouco das lojas e da galera que nos recebeu superbem...
Playtech:
Conheço a Playtech desde os idos tempos. Meu amigo Marcelo Henklain me apresentou ao Pedro Maurano logo que voltei do Japão. Fiz muitas compras na loja da rua Santa Ifigênia e sempre tive amigos vendedores na mesma. Já, a Playtech da Teodoro ficou bem melhor neste novo "ponto". É ampla, com produtos bem distribuidos e os displays são bem organizados. Loja com bastante espaço para circular faz diferença em dias agitados.
Em termos de equipamento, tem muita variedade desde acessórios, áudio, percussão, cordas e um andar inteiro de teclas.
O gerente Igor eu conheço desde os tempos da Playtech da EM&T. Trabalhei lá nos workshops do baixista Magnus Rósen (ex-Hammerfal) e o Igor nos dava um suporte legal com os equipamentos.
Conheci também o Jonathan (luthier que morou no Japão na região de Shizuoka), a Débora, Elias, Iuri, Flávio, Fabio, Marcelo e revi o Alessandro (que foi meu aluno na escola).
Eu, Jonathan e Pauleira, na Playtech
A Tango frequentei pouco, mas foi lá que ví o goleiro Rogério Ceni em 2002 ...
A loja é mais apertada mas abarrotada de equipamentos. Tem uma sala com muita coisa boa de Fender e uma sala legal para testar instrumentos acústicos (ideal em termos de loja, imprescindível). O balcão de acessórios é muito bom. A parede de guitarras tem muita coisa boa, mas tbém tem uma Gibson Les Paul Studio verde turmalina encalhada...mas um dia ela sai...
A galera é 1000. O gerente Marcio, o Eric, Jaime (que já saiu), Enio e o restante da galera.


Eu e Daniela na Tango

Eu na Tango, hidratando a escala do violão com o fretboard cleaner cítrico da Ernie Ball.
Pose pra foto, dono do violão satisfeito com as cordas e a regulagem.
Jaime "Hannibal"de costas e eu.
Nas próximas postagens, falo da Hendrix e da Made in Brazil.