15/09/2011

Expomusic 2011


Em breve, Expomusic (Feira de Instrumentos e Equipamentos Musicais) de 21 a 25 de setembro no Expo Center Norte. Estarei em breve divulgando as datas que estarei lá, apenas circulando e revendo amigos e empresas.
Mais info a respeito, acesse em Expomusic 2011

25/08/2011

HH777 Blade promoção rolando....


Um vídeo curto, testando o captador:
guitarra Washburn N5 com os captadores HH777 Blade (ponte e braço)
amplificador Rotstage CJ50 Plus signature head e caixa HH777 4 x 12"
sem efeitos, sem edição, som crú gravado pela camera....
Para a promoção, confira no site da captadores.com.br

11/08/2011

pickups HH777 Blade chegaram!

Finalmente, chegaram os captadores HH777 Blade...tanto para posição da ponte como do braço. Pedi para a Malagoli, que é a empresa que me patrocina (parceira de longa data) a versão " Zebra": creme e preto! Aliás, essa configuração Zebra é minha trademark!!!!
Esses captadores utilizam imãs cerâmicos ( os originais HH777, são de ALNICO). Esta é a segunda família, que além dos imãs, apresentam como peculiaridade em uma das bobinas, uma lâmina (por isso o nome "blade") posicionada do topo, que além de servir de pólo magnético, fornece um visual bacanudo.
Estes pickups apresentam particularidades em relação aos originais HH777:
- um timbre grave mais parrudo, que acentua a sensação de mais ganho!
- timbre agudo muito mais doce!
Ou seja, é uma versão bastante decente do HH777 original, porém com imãs cerâmicos!
Esses protótipos chegaram no final da semana passada e tirei essa fotinha abaixo:
Para a foto ficar um pouco mais informal, contratei um pinguim como figurante!
Escolhi uma guitarra que estava " encostada", desmontada e sem qualquer serventia musical. Uma Washburn N5 (versão antiga) que ganhei em 1998 do Kimura (um amigo japa que idolatra o Nuno Bettencourt do Extreme). E acho que tudo conspirou para que o "conjunto da obra" ficasse adequado!
Instalei os captadores na N5, mudei um pouco a parte elétrica (troquei a chave de seleção de lugar, coloquei um botão para splitar o humbucker da ponte e implementei o GR2 - que é um sistema de captação hexafônica para guitar-synth, na guitarra. E aproveitei para instalar uma nova ponte do tipo Floyd Rose (fornecida pela Malagoli) no lugar da original ( que estava desgastada).
Nas fotos abaixo, confira o visual da guitarra com os novos captadores HH777 Blade!

Testei os captadores com essa N5 em 3 amplificadores:
cabeçote Marshall Slash JCM com caixa 4 x 12 Meteoro
cabeçote Rotstage CJ50 Plus com caixa 2 x 10 Rotstage
cabeçote Landscape Predator 125H com caixa 1 x 12 Landscape
combo Sound Maker Destructor 212
Utilizei o som limpo dos amplificadores e para som sujo, escolhi pedais: OCD clone feito pela Hobbertt e um JackHammer da Marshall.
Não tem muito segredo e as comparações com os originais HH777 de Alnico foram inevitáveis. Essa nova versão "Blade" tem um grave mais encorpado e os agudos são mais comportados. De resto, são similares aos pickups da primeira família HH777! E logicamente, mudou o visual!
E falando em visual...a Malagoli vai disponibilizar as 10 primeiras peças numa embalagem especial que tem a minha assinatura e data! E dentro das embalagens, teremos palhetas de brinde! Na compra do kit (ponte e braço), o guitarrista estará participando de outra promoção, que será divulgada em breve no site:
olha só, as latinhas novas e assinadas...
foto da promoção, pickups instalados na N5 e a latinha!

Em breve, colocarei um vídeo com alguns sons desses novos captadores. Qualquer dúvida, basta enviar nos comentários!
Aproveito para agradecer aos emails e abordagens pessoais a respeito da postagem anterior referente a OMB (sobre a obrigatoriedade ou não da carteira de músico). A maioria da galera entendeu e curtiu a matéria. Mas sempre tem alguns que adoram "causar" e conseguiram ser mais polêmicos que o próprio tema abordado. Valew galera!

03/08/2011

Outra Vez...


Hoje fui criticado por ser portador da carteira de músico. É uma situação irônica, porque quem desconhece o fato de existir tal registro ou documento, se surpreende com a existência do mesmo e emite opiniões do tipo: “que legal, não sabia disso. Muito importante o músico ter respaldo e vínculo com entidade de classe”. Por outro lado...quem tem conhecimento de causa sobre o fato, sabe que as coisas não são tão “legais” assim...E muito irônico, porque a polêmica a respeito da obrigatoriedade ou não da carteira para o exercício da profissão (exigida pela Ordem dos Músicos de Brasil) é algo que beira o Sci-Fi...Para explicar de maneira simples: é necessário que os músicos tenham a carteira para tocarem em espetáculos, casas noturnas, bares, shows, gravações, para ministrarem aulas particulares ou em escolas, para produzirem eventos e etc...E a entidade fiscaliza e multa os estabelecimentos, quando os músicos não possuem a tal carteira. Segunda feira, tanto a Folha de São Paulo e o portal R7 publicaram a seguintes notas:
Se eu sou a favor ou contra? E o fato de possuir a carteira? Pois é, tipo de discussão que queima mais fogueira que lenha. E como diz um amigo meu: “é uma moeda de dois gumes”
Eu não sou um músico regular com uma carreira musical atuante. Sou luthier, técnico de palco e consultor técnico de empresas do ramo musical. Como luthier e professor de luthieria – tocar faz parte do meu trabalho para testar, ajustar e construir instrumentos. Como técnico de palco, tenho que preparar o backline para o show e muitas vezes, “passar o som” para os artistas. Como consultor, testo equipamentos e ministro workshops, eventualmente tocando e demonstrando produtos. Eu tirei a carteira de músico por uma única razão: porque me foi solicitada uma vez numa renomada casa de shows de São Paulo. Eu estava trabalhando como técnico de guitarra para uma banda gringa. Passava o som do palco, nos preparativos do show e o fiscal exigiu a apresentação da carteira. Um dos motivos – foi simplesmente porque o referido descobriu que eu era brasileiro. Porque se fosse estrangeiro, não teria sido desta forma. E nem sei como os produtores do evento resolveram essa “pendenga”, mas resolvi dar um jeito para não passar por isso. Não sou “musicondríaco”, mas na semana seguinte, fui providenciar a minha carteira.
Bom, eu sou 777% contra a ausência de critérios, da maneira como a carteira é gerida. Não sou contra a emissão da “tal”, mas acho que algo de melhor poderia ser feito com relação a isso.
E não é da boca para fora. Já estive lá na entidade e conversei com várias pessoas. Algumas inclusive muito solícitas e atenciosas, outras nem tanto... E só assim...descobri que o buraco é BEM mais embaixo...
Enfim...
Não sei se a Procuradoria Geral da República, ou se o Ministério Público ou o quem quer que seja, resolva deliberar a favor (do bom senso). Mas ainda estou cético em relação a isso. Ainda acho que decisões e deliberações isoladas, serão a tônica nessa questão!
Conheço muitos músicos profissionais renomados com uma carreira marcante que não possuem a carteira. Nem fazem questão. Estão acima disso e abriram mão de se apresentar em locais que a exigem. E conheço casos escabrosos de gente sem nenhuma condição musical, possuidoras das carteiras – galera que toca de graça ou por módicas quantias. E cadê quem cuide disso? Cadê quem regule isso?
Será que poetas, pintores, escultores e surfistas, não poderiam exercer habilidades, pela ausência de uma carteirinha?
É diferente da questão do risco social. Engenheiros, médicos, profissionais ligados à saúde, advogados e algumas profissões, como um técnico de edificações, são exemplos de ocupações que requerem um vínculo a entidades ou conselhos que fiscalizem a atividade. Justamente por causa do risco social.
Ok, ok, ok e eu sei, eu sei...música ruim também pode ser considerada como um risco social...(de modo irônico ou não). Fui criticado por ser conivente com a carteirinha e de usufruí-la quando conveniente. Ou seja, eu tive meus motivos para tê-la e eu cuido das minhas prioridades. Se tiver que trabalhar em alguma produção do SESC, prefeituras, instituições estaduais, federais ou em qualquer lugar que seja – tenho a carteira e vou continuar pagando...
Quanto a discussão...penso como Dale Carnegie: "A única forma de vencer uma discussão é evitá-la". Não que "discussão" precise ser vencida por uma das partes...mas eu não quero mais saber disso...

29/07/2011

Novos captadores HH777 Blade!


Não dá para ver direito, mas estou apontando para um novo captador protótipo que testei: um HH777 com imã cerâmico (uma das bobinas utiliza uma lâmina horizontal no lugar dos tradicionais pólos) - será o HH777 Blade. Em termos visuais, muda um pouco...a bobina da lâmina é de cor preta fosca, que combinada com a outra bobina preta (ou em outras cores disponíveis), proporciona um contraste visual que achei matador!
Em termos de timbre, o HH777 Blade soa mais pesado com uma pitada adicional de graves e um agudo mais doce. Os médios estão similares! E em termos de articulação sonora, o resultado me deixou bastante animado e satisfeito. Estou para receber o par (para ponte e braço) para testes finais. Esses novos modelos estarão disponíveis no mercado, em breve. E para um pouco mais "breve adiante", mais HH777´s, porém com visual semelhante aos EMG´s.
E lembrando que a versão do HH777 para 7 cordas também está disponível na loja virtual da Malagoli. Por enquanto, com bobinas apenas na cor preta.
Pois é, os HH777sss passaram a ser "commodities" para os timbres de muitos guitarristas e fico feliz que a galera tem gostado e prestigiado!

05/07/2011

Beehler & Hirax Brazil tour LIVE!

Dia de show é correria desde cedo. Para mim, esse show seria um pouco mais tenso que o normal. Explica se: dias antes descobri que tinha 2 pedras alojadas nos meus rins. Isso mesmo, uma pedra de 5 mm no rim esquerdo e uma pedra de 7 mm no rim direito. E justamente nesse dia, estava aguardando a confirmação do convênio médico para a realização de um procedimento médico para implodir uma das pedras (de 7 mm) para a semana seguinte. E logicamente, eu corria o risco de ter uma ou mais cólicas em pleno dia de trabalho....sem qualquer aviso prévio??? Mas nada como um pouco de adrenalina para apimentar nosso dia-a-dia!!!
Me preveni tomando medicamento para qualquer eventualidade e logo que cheguei no Carioca Club, recebi a confirmação do convênio médico –que tudo estava certo. Menos mal!
Adentrando as dependências da casa junto com a Paula, encontrei o Saulo que já estava no local. E ele estava deveras “tenso” com a equipe de sonorização. Informado da situação (discussão entre ele e o líder da equipe de som – e detalhe: ambos são descendentes de italianos – o que é pior que dois italianos discutindo? Certamente um japonês estressado!). Mais adrenalina! Então fui procurar o referido chefe da equipe de som e junto com um dos produtores colocamos os pingos nos “is”! E no final, deu tudo certo! As equipes trabalharam juntas e o show foi duca em termos de estrutura técnica!
A equipe da Só Palco (aluguel de backline) trouxe o equipamento as 11 horas. E reencontrei um amigo, o Izildo, que em tempos de outrora também trabalhava com transporte de bandas, quando eu era fixo na Via Funchal.
Conversa vai conversa vem...começamos a montagem do backline: primeiro a bateria e depois o posicionamento de cabos e microfones. Os amplificadores foram posicionados da maneira tradicional (de frente para o palco) e o layout teve apenas uma modificação que eu mesmo tive que decidir – posicionamento do stack do contrabaixo do lado direito da bateria. E decidi utilizar um cabeçote diferente de contrabaixo para cada banda (mantendo apenas uma caixa). Isso evita o superaquecimento de um único cabeçote.
O Hirax, pelo fato de ter apenas um guitarrista (nesta tour), ajustei um cabeçote de guitarra para duas caixas posicionadas de cada lado da bateria. Saulo trouxe um cabo longo e uma extensão, que serviu perfeitamente para o propósito.
Com relação a banda Beehler, durante as conversações com a banda por email, conseguimos convencê-los a utilizar um layout tradicional – para facilitar a questão técnica (Dan Beehler queria o praticável de bateria mais a frente....mas como conseguimos elevar a altura do praticável, ele seria notado pela audiência e não seria necessário o procedimento...sim, quando o baterista é o líder, tem dessas coisas). Imagine a trabalheira com relação a cabos, microfones e outros equipamentos que teríamos que mexer, durante a transição da troca de bandas...e num intervalo de apenas 30 minutos.
A montagem foi rápida e antes da passagem de som, toda a equipe e a produção foi almoçar no Shopping Eldorado. Coisa rara, mas que foi possível porque trabalhamos em ritmo de F-1.
Na volta, senti umas “pontadas” no rim direito... mas como tinha tomado a medicação...acho que minimizou a cólica. Confesso que fiquei um pouco preocupado, mas apertei o “foda se” e acho que funcionou. De volta a casa, deixei a seringa com a ampola preparada, mas nem precisei usar. A ameaça de dor sumiu!
Decidi que a banda Beehler pudesse passar o som primeiro e depois o Hirax. Muito simples: como o Hirax iria abrir o show, se eles passassem o som por último, o layout para a abertura do show estaria mantido. Logística pura! E sabia que o Hirax passava o som de maneira mais simples. Ou seja, além de ter um guitarrista a menos, eles seriam mais rápidos e mais dinâmicos.
Já a banda Beehler, passando o som primeiro, teria mais tempo para ajustes (principalmente com relação a bateria do líder, Dan Beehler) e pelo fato da banda ter 2 guitarristas.
E dito, feito e acontecido...foi da maneira que previ. Beehler gastou mais tempo no soundcheck. Hirax gastou o tempo necessário e quando terminamos, o palco estava pronto.
Uma coisa que aprendi ao longo dos anos. O tempo do encerramento da passagem de som, até o início do show é bem mais atípico....O relógio anda mais rápido. E desta vez, foi exatamente assim.
Com relação a equipe, eu fiquei do lado esquerdo do palco cuidando do baixista Steve Harrison do Hirax e Saulo ficou com o guitarrista Lance Harrison, do lado direito. Quércia ficou com o baterista Jorge Iacobellis e contou também com a ajuda da Paula (que cuidou também dos suprimentos de palco e fez o “corre corre” para nós.
O Hirax quase não nos deu trabalho. O show foi tranqüilo. Eu apenas tive quer desenrolar o cabo do baixista em algumas ocasiões, prender a correia dele durante o show e manter as cordas secas, limpando-as nos intervalos. O baterista teve alguns problemas no monitor, mas o som voltou e a adrenalina na hora do show contribui para que tudo fosse superado na raça!
O intervalo de uma banda para outra, o tempo acelera...mas a transição foi tranqüila. Um lance que vale como dica: na última música da banda de abertura, a gente começa a guardar as coisas e já deixa uma boa parte do equipamento da banda seguinte preparada. Ou seja, pedaleira no chão, amplificadores ligados e ajustados, guitarras preparadas e concentração nas conexões e modificações de set-up.
Para vocês terem idéia, não cuidamos apenas do equipamento e da parte técnica. Cuidamos dos líquidos, toalhas, suprimentos de reserva, armazenamento de equipamento (quando são 2 ou mais bandas, a encrenca é imensa), organização de camarim, acessos de palco, chiliques dos caras e ainda tem que sobrar tempo para um zoar com o outro!
Beehler no palco foi mais agitado. Os dois guitarristas se movimentam bem e um baixista que não pára de correr...foi insano! Mas tudo dentro da normalidade. Nenhum problema técnico, fiquei apenas controlando a temperatura dos amps, afinando a guitarra reserva, deixando as cordas secas no intervalo das músicas, cervejas no gogó do Sean e do Brian, toalhas prá lá e prá cá e sobrou tempo para zoar com a Paula e Saulo. Do outro lado do palco, Saulo e Quércia de boa, tranquilos e concentrados...até curtindo o show!
O Quércia (técnico de bateria) trabalhou conosco pela primeira vez e fez um trampo legal. Mas ele sofreu uma queda que arrancou “pele” e risos da galera...Mas escoriações fazem parte do noite-a-noite!
Encerrado o show, a parte mais desagradável: guardar as coisas e desmontar o backline. Depois de um dia inteiro, ninguém merece! Mas é importante guardar tudo em ordem e devolver o backline alugado nas mesmas condições que chegou. Nesse momento, o camarim vira uma confusão, uma zona, com muita gente e groupies circulado e prejudicando o trabalho. Por isso, os técnicos precisam de mais atençao para separar e manter tudo seguro. Quércia e eu ficamos no palco, Saulo e Paula iam e vinham dos camarins. Terminamos e desta vez, não conseguimos achar um bom lugar para jantar. Dia seguinte, Saulo e Paula tinham trabalho desde cedo e eu tinha que ir para Brasília continuar a tour....Aliás, nem faço muita questão de falar sobre Brasília: aeroporto, local dos shows, hotel e aeroporto...um roteiro bem típico p/quem faz tours...viaja se muito mas não se conhece os lugares direito...mas com relação a Brasília, apenas a visão do lago Paranoá...que de artificial não tem nada, me fez relaxar um pouco. E as pedras no rim, não me incomodaram...Mais uma tour encerrada e segue algumas fotos do backstage!
equipe reunida antes do show: Quércia, Pauleira, eu e Saulo
Equipe reunida depois da montagem do palco: Quércia, Paula, Saulo e eu
Guitarra do Sean (Beehler)
Contrabaixo do Brian Stephenson (Beehler)
Eu e Saulo, com a guitarra do Scott(Beehler)
Bateria montada para o Hirax
layout do lado esquerdo do palco, 2 half stacks Marshall e 2 cabeçotes Ampeg SVT-2 e caixa Ampeg 8 x10

Layout lado direito: 2 half stack Marshall JCM 2000
Hirax in concert
Jorge Antonio Yacobellis, baterista do Hirax
Hirax: Lance, Katon and Steve!!!
Hirax!!!
Dan Beehler, baterista e lider da Beehler
Dan Beehler
Scott, Brian and Sean Live!

Beeher Live!

22/06/2011

Beehler & Hirax Brazil tour 2011 - primeiro dia


Mais um show internacional! Fui contratado pela SG Entertainment para fazer toda a técnica do evento. Desta feita, duas bandas clássicas de Thrash metal que influenciaram muitas outras bandas da era oitentista: Hirax e Beehler (baterista do Exciter).
Para este show, me acompanharam o Saulo, a Paula - ambos trabalham comigo na B&H escola de Luthieria e chamamos o Quércia, baterista da banda do Saulo, que já foi roadie de várias bandas, como Mamonas Assassinas.
Um dia antes do show, eu e Saulo fomos até o hotel para os ajustes e regulagens das guitarras e contrabaixos. Como nenhuma das bandas possui técnico e roadie fixo, esse foi o procedimento decisivo para facilitar as coisas, principalmente no dia do show. Afinal de contas, duas bandas num mesmo show é certeza de correrias, imprevistos e o relógio anda mais rápido!
No hotel, o primeiro a nos dar boas vindas foi o baixista Brian Stephenson (ex-Annihilator) e o guitarrista Sean Brophy. Logo depois, encontramos a banda toda no restaurante do hotel: Dan Beehler, o guitarrista Scott Walsh e o técnico de som.
Logo subimos para o quarto de Sean e começamos os ajustes nas guitarras: duas LTD ESP Flying V, uma Gibson LP Standard, uma Fender Toronado, um baixo Gibson Thunderbird e um baixo Vantage Artist. Checamos os cabos, pedaleiras e defini o layout de palco com a banda.
Sean Brophy e Brian Stephenson...pelo jeito gostaram do nosso trampo...

Na sequência, voltamos para o restaurante, onde o Hirax terminava uma entrevista para o programa Leitura Dinâmica (para a Rede TV).
Veja nesse link, a matéria completa.
E subimos para o quarto do guitarrista Lance Harrison e o baixista Steve Harrison. Já sou amigo de Lance no Facebook, o que facilitou as coisas. Mas ambos trouxeram todos os instrumentos regulados e apenas checamos os pedais, cabos e defini também o layout de palco deles.
Reunião com o Hirax para definir o layout do palco...foto tirada pela Anne (esposa do vocalista Katon)

Steve Harrison(baixista) , eu e Lance Harrison(guitarrista).

O outro guitarrista do Hirax, Tim Thomas quebrou o braço e não pode vir para a tour no Brasil. Decidi com Lance utilizar duas caixas separadas - uma do lado direito e outra do lado esquerdo da bateria...para criar uma "leve ilusão sonora" de duas guitarras no palco, utilizando apenas um cabeçote. Na verdade, é um truque " bem manjado", mas funcionou bem.
O primeiro dia foi tranquilo. Terminada as regulagens e ajustes, Fomos com os produtores Fernando, Rodrigo, Beehler & banda, dar uma bisbilhotada no Carioca Club. A galera gostou da casa e aproveitei para definir os últimos detalhes técnicos com todos. Voltamos para o hotel e na volta…pegamos o costumeiro trânsito caótico da cidade em horário de pico!

Hirax -Steve Harrison, Antonio Yacobellis, Katon, eu, Lance e Saulo
Beehler - entrevista para a Rede TV.
Hirax - entrevista para a Rede TV

Em breve, colocarei a postagem sobre os shows! Valew galera!!!

05/06/2011

Mini Guitarra do Tiaguinho


Uma noite, navegando pela internet e postando fotos no Facebook, recebi uma mensagem da minha amiga Miriam. Era sobre a possibilidade de fazer uma guitarra para um sobrinho dela. O detalhe é que o referido, o Tiaguinho... só tinha 2 anos e a idéia, seria presenteá-lo com uma mini guitarra no aniversário de 3 anos.
A princípio, declinei! Sugeri uma guitarra de brinquedo, até pelo fato de que 2 ou 3 anos, ainda é muito novo para empunhar um instrumento de verdade, mesmo que mini....MAS....eu tenho meus dez segundos de reflexão (sempre!!!) e disse para a Miriam: “ Eu vou pensar algo a respeito...acho que gostei da idéia”...e não é que o cérebro começou a conspirar a favor!
Pensa, pensa, pensa...e pensa...e as idéias começaram a surgir!
Bom, o Tiaguinho tem menos que 3 anos e não tinha como fazer uma guitarra para ele tocá-la de verdade! A idéia seria fazer um mini instrumento que pudesse ser aproveitado como um brinquedo – para ele apenas se divertir apertando botões que soassem músicas rápidas.
Mas pensei: “poderia ser uma mini guitarra normal com captador e parte elétrica, trastes, ponte e tarraxas – tudo real”. Assim, daqui alguns anos, quem sabe! Ele tocaria a guitarra de verdade?
Com essa concepção, comecei a definir as dimensões da guitarra. Optei pelo modelo stratocaster, por motivos óbvios! É referencial de design clássico (ideal pro Tiaguinho) com ergonomia confortável e visual bacana.
Eu tenho uma mini guitarra da Chandler e aproveitei para fazer algo similar, mas acabei modificando vários detalhes: dimensões do corpo, medidas do braço, medida de escala e tamanho do headstock.
E para uma criança de menos de 3 anos, é importante utilizar peças e partes que não machuquem. Ou seja, perdi algumas noites lendo muito a respeito de normas técnicas para confecção de brinquedos para crianças.
E minha saga pelas lojas de brinquedos foi intensa. Eu nem tinha idéia do tipo de brinquedo que poderia adaptar na guitarra. A princípio, imaginei algo com botões que emitissem sons engraçados com luzes. Mas e pra achar algo assim? No início, minha peregrinação pelas lojas foi infrutífera. Fui em muitas lojas: lojas especializadas, lojas de variedades, lojas de 1,99, shopping centers e por ironia do destino, achei algo interessante bem perto de casa...quando já estava quase pensando em mudar tudo...Achei um controle remoto que emite sons engraçados. O brinquedo tem botões e era do tamanho desejável – pequeno e colorido. Na hora que visualizei o artefato, tudo ficou resolvido na minha cabeça!
Comecei a mini guitarra com sobras de pedaços de madeiras da escola. As peças, trouxe do meu estoque particular. E logicamente instalei o meu captadopr HH777, produzido pela Malagoli. Mas optei pelo modelo do braço, o modelo Realbucker de cor amarela.
Aproveitei os intervalos de aulas para fazer a mini guitarra. Foi tão rápido que eu mesmo me surpreendi! A princípio, a idéia era embutir os botões do controle remoto diretamente na madeira do corpo. Mas depois pensei melhor e resolvi colocar os botões num escudo perolado.
Desta forma, seria mais seguro – uma vez que a parede de madeira ficaria muito fina e poderia quebrar facilmente. Já com um escudo de acrílico, em caso de qualquer problema, bastaria trocá-lo. A cor da guitarra, a minha amiga Miriam concordou que o azul (do trenzinho do Thomas) seria o ideal.
No vídeo com o slide das fotos, vocês poderão acompanhar o “passo-a-passo” da construção. Gravei outros dois vídeos. O primeiro vídeo, apenas com o som dos botões embutidos. E o outro vídeo – gravei comigo mesmo tocando com cordas de guitarra! Para que todos pudessem conferir que o instrumento funciona de verdade, como uma guitarra!
Na ocasião da entrega, tirei as cordas de guitarra e coloquei cordas de náilon, para o Tiaguinho não se machucar. A mãe da Miriam (a Maria) confeccionou um “bag” para a guitarra e eu preparei um kit básico: correia, cordas de reposição e pilhas reservas.
Tiaguinho e família vieram aqui na escola num sábado de manhã e acho que não só o Tiago, mas a galera toda curtiu!
\m/...\m/
Foi uma experiência bem legal, muitas vezes...a gente declina e abandona uma idéia, mas dez segundos de reflexão podem fazer a diferença quando decidimos encarar um desafio com criatividade e atitude. Só o fato de proporcionar ao Tiaguinho, uma inusitada lembrança do aniversário de 3 anos, já valeu a pena. E logo, logo, começo a fazer outra.....

olha o Tiago na festa de 3 anos...
eu, o pai (Norio), Tiaguinho, a mãe (Lina) e o avô(Shiguekyo).

a Tia (Miriam), a mãe (Lina), Tiaguinho, eu e o avô (Shiguekyo).

Apenas os sons do brinquedo

Os sons da mini guitarra com cordas e captador


Slide de fotos com a maioria dos processos de construção

17/05/2011

ACCEPT BRAZIL TOUR 2011 - Carioca Club 15/05/2011


O Accept é uma das bandas que eu mais gosto do metal alemão. Mais que Scorpions e Helloween. Mas por ironia do destino – se eu já ví vários shows do Scorpions e até trabalhei duas vezes para o Helloween...Eu nunca assisti um show do Accept!!! ...mas isso foi até domingo passado (15 de maio de 2011). Sim, demorou, demorou...mas finalmente consegui vê-los...
O line up da banda para essa tour: Mark Tornillo (vocal), Wolf Hoffmann (guitarra), Peter Baltes (baixo) e Stefan Schwarzmann (bateria). Infelizmente o guitarrista Herman Frank sofreu um acidente sério durante a tour norte americana, na cidade do Texas. Quebrou costelas e sofreu uma perfuração perto do pulmão...(???)... Durante a tour do Accept em 1996, a banda também tocou com 4 integrantes. Mas hoje em dia, uma guitarra base faz muita falta. Principalmente nos solos. Mas a expectativa com relação ao vocalista Mark Tornillo era muito grande. Já estive no Carioca Club em shows com bastante lotação como Halford e UFO, mas esse show do Accept literalmente lotou a casa! Amigos produtores confirmaram a presença de quase duas mil pessoas e realmente, o local estava abarrotado de gente. O atraso foi mínimo e a banda entrou no palco detonando o hit Teutonic Terror do novo álbum “Blood of the Nations”.
Aliás, os quatro primeiros sons foram executados sem qualquer intervalo. Para mim, a sensação inicial é a que prevaleceu por todo o show: o vocalista Mark Tornillo é um dos responsáveis pela ressurreição da banda. Impressionante o poderio vocal do frontman...que também impressionou pela boa forma física. Foi o substituto perfeito para o quase insubstituível Udo Dirkschneider. O outro detalhe que comentei: a guitarra base fez muita falta. Mas por outro lado – foi legal ouvir apenas a guitarra do Wolf Hoffmann. Para os guitarristas que estavam na audiência...Wolf fez um trabalho impecável. O baixista Peter Baltes também é impressionante e carismático. Além de excelente músico, Peter agitou a galera quando deixou seu baixo nas mãos do roadie (que demorou muito para ajustar a afinação). O baterista Stefan Schwarzmann é do tipo de baterista que eu acho perfeito para o estilo – sem firulas e com pegada forte.
O mais legal é ver que a banda estava com muito tesão de tocar ao vivo. E não decepcionaram!
Sem dúvida, esse foi um dos melhores shows do ano!
SET LIST:
1. Teutonic Terror (Blood of the Nations)
2. Bucket Full of Hate (Blood of the Nations)
3. Starlight (Breaker, 1981)
4. Breaker (Breaker, 1981)
5. New World Comin' (Blood of the Nations)
6. Restless and Wild (Restless and Wild, 1982)
7. Monsterman (Russian Roulette, 1986)
8. Metal Heart (Metal Heart, 1985)
9. Amamos La Vida (Objection Overruled, 1993)
10. Neon Nights (Restless and Wild, 1982)
11. Bulletproof (Objection Overruled, 1993)
12. Losers and Winners (Balls to the Wall, 1983)
13. Aiming High (Russian Roulette, 1986)
14. Princess of the Dawn (Restless and Wild, 1982)
15. Up to the Limit (Hear 'n Aid, 1985)
16. No Shelter (Blood of the Nations)
ENCORE
17. Fast as a Shark (Restless and Wild, 1982)
18. Pandemic (Blood of the Nations)
19. Balls to the Wall (Balls to the Wall, 1983)
Espero que a banda volte novamente. E que Mark Tornillo continue com eles, Herman Frank se restabeleça e que Wolf, Peter e Stefan...continuem inspirados...Blood of the Nations é um dos melhores álbuns lançados recentemente de metal. Longa vida ao Accept!

TEUTONIC TERROR VIDEO - OPENING

10/05/2011

U.D.O. Brazil tour 2011 - Sao Paulo May, 7, 2011


Coincidência ou sincronicidade? Não sei dizer ao certo, mas talvez um pouco de ambos. Shows do U.D.O. e Accept em sequência, com uma semana de intervalo e no mesmo local! Nunca ví ambas as bandas!!! Imperdoável? Sim, perdi todas as oportunidades de vê-las no Japão.
Os motivos são bem óbvios: ingressos esgotados em segundos.E quem diria que eu as veria aqui no Brasil...Na verdade, ainda falta Accept porque U.D.O., finalmente consegui vê-los ao vivo!
O show foi no Carioca Club, sábado dia 7 de maio! E abertura (opening act) do show com a banda brasileira Salário Mínimo. Sei lá, nunca me acostumei com hard rock e heavy metal cantado em português.
O início do show da banda U.D.O atrasou com problemas técnicos: algo de monitoração e algum problema com o bumbo da bateria. No palco tinha um amigo meu trabalhando, mas eu e Saulo nem nos aproximamos – é interessante ver a coisa toda pela perspectiva da platéia.
Apesar do atraso, eles entraram detonando um heavy metal pulsante e energético. A banda é muito boa. Stefan Kaufmann que era também baterista do Accept toca a guitarra base com muita competência (na verdade, ele sempre foi guitarrista de origem). O outro guitarrista, o suiço Igor Gianola - tem um estilo que é totalmente old school. Ele toca a maioria dos solos e tem uma pegada marcante e pesada. Ambos os guitarristas utilizaram instrumentos como Flying V e Explorer - sempre da cor branca...lembrando o Accept! Coincidência ou sincrocinidade?
O baixista Fitty Wienhold e o baterista italiano Francesco Jovino, mandaram superbem! Cozinha afiada e bem entrosada!
Já o protagonista principal, Udo Dirkschneider é o figura! Ele é o cara! Sua voz esganiçada e rouca continua potente e avassaladora. Mas no início do show o volume da voz estava exageradamente baixo. O cara tem um carisma monstro!
O palco estava límpido demais. Os amplificadores estavam posicionados nas laterais. A disposição do backline foi realmente bem interessante e peculiar! O Accept também está fazendo tour com um layout similar. Coincidências ou sincrocinidade? O set list mesclou músicas do novo CD e temas mais conhecidos da banda com clássicos do Accept.
SET LIST
1. The Bogeyman
2. Dominator
3. Independence Day
4. The Bullet and the Bomb
5. Restless and Wild
(Accept cover)
6. Son of a Bitch
(Accept cover)
7. Thunderball
8. Vendetta
9. Princess of the Dawn
(Accept cover)
10. Guitar Solo
11. Midnight Mover
(Accept cover)
12. Man and Machine
13. Breaker
(Accept cover)
14. Animal House
15. Metal Heart
(Accept cover)
16. Encore:
16. Holy
17. Balls to the Wall
(Accept cover)
Justamente na Balls to the Wall, a guitarra de Igor Gianola sumiu...provavelmente com problemas de mal contato no rack do músico. Ou seja, ele praticamente não tocou, apenas fez um “air guitar” até conseguirem resolver o problema. Provavelmente voltariam para um segundo “bis”com “Fast as na Shark”....mas não rolou...
De qualquer forma, foi um pouttta show!
U.D.O. – line up
Udo Dirkschneider – Lead vocals
Stefan Kaufmann – Guitars
Igor Gianola – Guitars
Fitty Wienhold – Bass Guitar
Francesco Jovino – Drums

Balls to the wall...clássico! mas a guitarra do Igor falha na maior parte da música....