20/11/2010

Raven & Steve Grimmett Brazil tour 2010


Fazia um bom tempo que larguei os trabalhos em shows. Tanto que num recente convite, recusei a possibilidade de ser drum tech das bandas Raven e Steve Grimmett. Pra quem não sabe: Raven é uma legendária banda inglesa formada nos anos 70, que se consagrou após o surgimento do heavy metal nos anos 80 na NWOBHM. E Steve Grimmett foi vocalista de bandas como Grim Reaper e Lionheart. Steve é outro ícone da época.
Já fiz bateria algumas vezes e sempre achei “chato” e cansativo. E levando em conta que eram duas bandas com intervalo de meia hora, compartilhando o mesmo drum kit – imaginei como seria a trabalheira e a correria! Não aceitei e indiquei meu amigo Saulo, que assumiu a incumbência – seria o segundo show internacional dele (a primeira foi comigo com o baixista Magnus Rósen – ex Hammerfall).
O convite me foi feito por uma ex-aluna da escola, a Sylvia D´Antonio, que seria a Guitar Tech dessas bandas...
Bom, tudo acertado. Apenas me preocupei em toques e sugestões para o Saulo. Afinal, ele é Guitar Tech, mas também entende de bateria. Tudo certo, tudo acertado entre as partes, fiquei sossegado...
O show seria num sábado (dia 13/11/2010, no Carioca Club). Noite de sexta, me despedi do Saulo desejando “boa sorte” e apesar de ter prometido aparecer no show, acabei desistindo de ir por conta de assuntos pessoais.
No sábado de manhã, fui trabalhar mais cedo e logo quando liguei meu celular, duas mensagens de texto já indicavam um contratempo com relação a parte técnica do show. Liguei para o produtor Fernando Goulart da AWO...e fico sabendo que a Sylvia....isso...originalmente a Guitar Tech das referidas bandas, não conseguiu as passagens para vir trabalhar no show....!!!
Alguns telefonemas e assuntos pessoais resolvidos, atendi ao pedido dos produtores e aceitei trabalhar no show....mas como Guitar Tech e Stage Manager. Ainda fiquei na escola durante a manhã, passei em casa para me trocar e pegar a maleta de ferramentas, que está sempre pronta para qualquer emergência.
Bom, a idéia era levar mais uma pessoa para nos ajudar. Chamei a Pauleira, mas ela já tinha um compromisso inadiável. A Pauleira seria legal porque sabe montar bateria, é luthier de cordas, fala inglês e não tem tempo ruim para ela...Mas não deu...Então tinha que decidir: entre chamar alguém sem experiência e trabalhar apenas em dois – decidi na dupla eu & Saulo.
Durante a montagem do palco, uma galera nos ajudou: guitarrista Guto e o pessoal da sonorização.
Eu já dei um curso de roadie e técnicos de palco durante 2 anos. E o lema é esse: saber lidar com o imprevisto e resolver os problemas. O fato em si, era um imprevisto e um problema. Pois é, eu de volta aos palcos e backstage(s) novamente!
Steve Grimmett e eu!

O Raven veio primeiro passar o som. Os caras são simpáticos e humildes. É um prazer conhecer gente assim. Mark e John me abraçaram quando disse a eles que eram venerados no Japão. O batera Joe Hasselvander & Saulo começaram os ajustes da bateria. Saulo apesar de não falar inglês, se virou bem com o gestual. Montamos o set up dos caras e eu já estava na minha improvisada mesa regulando a altura de cordas da guitarra do Mark e já previa que seria um show “daqueles”.
Mark trouxe 2 guitarras detonadas, uma pedaleira Zoom (para wah e delay apenas), um A/B box, uma potência Rocktron, pré Triaxis Mesa Boogie e afinador de rack da Behringher. Ele trouxe seus próprios "podres"cabos.
Mark usou duas caixas Marshall das quatro disponíveis.
John Gallagher trouxe 2 instrumentos ( o legendário baixo Explorer vermelho e um baixo de 8 cordas). John usa um microfone para vocal do tipo headset e sistema sem fio também nos baixos. Ele usou o cabeçote SVT Ampeg com caixa 4 x 10. Ele trouxe uma pedaleira Boss GT3 (delays e compressores) no input do amp e um rack PSA1 da SansAmp no loop do cabeçote. O sinal do baixo é dividido em 2 vias: um para o Direct Box e outro no input do amp.
A passagem de som foi legal. Os caras detonam! Mark me pediu para consertar um cabo e dar uma geral nas guitarras dele. Saulo memorizou a batera e ficamos a espera da passagem de som da próxima banda.
Steve e banda demoraram um pouco, mas quando chegaram, tivemos que fazer as mudanças no palco. Saulo e o baterista André iniciaram as mudanças na bateria. Eu fiquei com o Marcel (guitarrista) e o Bruno (baixista). Para o Marcel, selecionamos o cabeçote Marshall e duas caixas restantes. Ele usou apenas um pedal Boss SuperOverdrive como booster para solos. A guitarra era uma N4 da Washburn com captadores Dimarzio e afinação meio tom abaixo.
Para o baixista Bruno, decidi utilizar o cabeçote reserva e a caixa principal. Mas não sei porque resolvi mudar de idéia ( o que foi uma decisão acertada e fez diferença depois, com relação a “ganhar tempo”). Então, apenas modifiquei a cadeia do sinal do Bruno porque ele utilizou apenas um pedal Boss Chorus. A passagem de som foi tranqüila e aproveitamos para mapear todas as regulagens sonoras (amps) e físicas (bateria, microfones e pedestais).
Terminada a passagem de som, finalizamos as coisas no palco e fizemos um lanche na base do “empurra sanduíche e batata frita goela abaixo”.

Saulo ficou tirando fotos e eu fui preparar as a garrafas de água, toalhas, e papel para o set-list. Depois voltamos eu e Saulo para checar as configurações dos amps e das guitarras e fomos relaxar com amigos que vieram mais cedo e já estavam dentro da casa.
Esse intervalo foi bem curto. Logo estávamos preparando os últimos detalhes para a apresentação de Steve & banda. Camarim, palco, backstage, camarim, palco, uma correria...
Ligamos os amps, set list no chão, garrafas de água pelo palco, toalhas, organização de ferramentas no backstage...etc...
Sobre o show, não tem muito que falar. Pedirei para vocês lerem no link relacionado porque é a perspectiva de quem assistiu o show. A nossa é diferente! Mas gostamos e curtimos muito. Steve é carismático e a banda foi hiper competente. Bruno, André e Marcel, vocês detonaram!
Antes da apresentação, Steve me deu um abraço de agradecimento. Esse tipo de coisa é que torna tudo isso muito gratificante!
Antes de terminar o show do Steve, preparação do backstage e camarim.
Findada a apresentação do Steve & banda, correria para montar as coisas para o Raven. Meia hora apenas.
Troca de amplificadores de guitarra, checagem de sinal da guitarra & baixo, troca de disposição das peças da bateria, set list no chão, águas, toalhas, improvisações, troca de potenciômetro na última hora e finalmente começa o show!
Aliás, showzaço! Vocês poderão comprovar nos vídeos e no review do link. Muito bom! Os caras são old school totais e depois Steve Grimmett voltou para tocar um som com eles!
Bom, ambos os shows tivemos que ficar alertas e invadimos o palco diversas vezes, o que vocês poderão comprovar nos vídeos e fotos. Não tinha muito jeito, palco pequeno, duas bandas somente 2 técnicos e muitas probabilidades de problemas.
Mas no final, deu tudo certo e o melhor termômetro é quando produtores, banda, artistas e até audiência, nos procuram para dizer que o trabalho foi profissional e relevante. John Gallagher me mandou uma mensagem no Facebook bem legal, e a galera da Grimmett Band (Marcel e Bruno) já nos contataram depois, também agradecendo. Valew galera!
Bom, a desmontagem é terrível. Como haveria outro evento na casa depois do show, tivemos que correr (o pior é a canseira!)...para desmontar, levar as coisas para os camarins e ajeitar tudo para que as bandas pudessem ir embora. Terminamos tudo, tiramos fotos com a galera e finalmente fomos jantar no Black Dog com amigos...depois...cama!
Imprevistos!
Só para vocês terem idéia do que pode acontecer, algumas situações que tivemos que enfrentar:
- Cabeçote reserva Marshall JCM900 estava com um canal queimado. Felizmente não foi necessário utilizá-lo.
- Não sabíamos qual era a configuração dos amps do Raven, foi tudo no chute!
- Não tínhamos o mapeamento da bateria para as duas bandas. O Saulo se baseou em fotos de show e na estatura do baterista do Raven. Já sobre as configurações do baterista André do Steve Grimmett, nem tínhamos idéia de nada.
- A caixa Ampeg 4 x 10 estava sem os pés dianteiros, tivemos que improvisar dois pés com ferramentas.
- Problemas com ruídos oriundos do afinador de rack de Mark. Tivemos que diminuir o ganho de saída da potência e adicionar ganho na mesa.
- Tive que improvisar a tampa de um dos cases como suporte dos transmissores sem fio do baixista do Raven na lateral do palco, por causa da baixa recepção de sinal.
- As guitarras de Mark Gallagher do Raven estavam totalmente desreguladas e com muitos problemas de parte elétrica.
- Troquei o jack de saída da guitarra do Mark
- Troquei o potenciômetro de volume da guitarra do Mark.
- Consertei o cabo send/return do Triaxis do Mark.
- O Direct Box do amp de baixo estava com mal contato na posição ativo da chave, tive que improvisar uma trava.
- Tivemos que improvisar um “calço” no pedal de bumbo danificado durante a apresentação do Raven.
- Tivemos que trocar o cabeçote Ampeg SVT durante o show do Raven por superaquecimento. A sorte que deixei o cabeçote reserva perto do sistema principal.
- Saulo teve que mapear os posicionamentos das duas baterias no olhômetro e no “feeling”.
- O guitarrista Marcel da banda de Steve Grimmett estava sem guitarra reserva. Deixei uma das guitarras do Mark Gallagher no backstage com afinação alterada para meio tom abaixo ( seria usada, em caso de problemas, como por exemplo: quebra de corda).
- Meu afinador Korg DT-7 pifou durante o show do Grimmett. Voltou ao normal durante o show do Raven.
- Nossas lanternas pararam de funcionar simultaneamente num dado instante do show ??? Depois voltaram a funcionar ???
- Os cabos emborrachados e sujos teimavam em embaralhar ou enrolar, tive que entrar no palco diversas vezes para desenrolá-los.
- Steve Grimmett trouxe uma pasta com as letras das músicas(era a “cola” dele), diversas vezes, tive que entrar no palco para arrumar a pasta – que estava presa no chão.
- Muita gente invadiu o palco durante os shows. Saulo segurou a onda até eu chamar um segurança e colocá-lo no palco – porque não é nossa função.
- Pedestal de microfone e respectivo microfone saíram voando do palco no Raven. Quase que tive que dar um “mosh” para recuperá-los, mas a audiência devolveu.
Algums fotos:
Eu & Mark Gallagher (Raven)


Saulo e o baterista Joe Hassel (Raven)

Banda do Steve Grimmett (André, Marcel e Bruno) e eu!
Neste link, tem o set-list e mais fotos!
Videos: Steve Grimmett & Band - Raven





07/11/2010

Europe Brazil Tour 2010



Europe Brazil Tour 2010
HSBC Hall 05/11/2010
Henry Ho
Pics: Henry Ho

Uma noite de chuva e de caos no trânsito, evitei passar perto das imediações de outro grande show marcado para o mesmo dia, o do rapper Eminem. Logo que cheguei, desabou um temporal que judiou a galera que estava na expectativa para entrar. Felizmente, a chuva deu uma trégua e o melhor ainda estava para vir!
A banda entrou no palco com um atraso de "longos"...dez minutos. Mas valeu a espera. Logo de cara, detonaram Last Look At Eden, música do recente álbum homônimo e a galera veio ao delírio.
Band Line-Up
Joey Tempest – vocals/guitar
John Norum – Lead Guitar
Mic Michaeli – Keyboards
John Leven – Bass Guitar
Ian Haugland - Drum
Para mim existem dois tipos de vocalista. O tipo cantor! Aquele que tem o gogó privilegiado, que basta apenas soltar a voz e pronto! Gente como Geoff Tate, Ronnie Dio (RIP!) e Glen Hughes.
E tem o tipo “Frontman” – aquele que não é tão perfeito como cantor, mas que pela simples presença no palco, é suficiente para hipnotizar a audiência. É o caso de alguns: Dave Lee Roth, Ozzy e Alice Cooper.



Joey Tempest, o vocalista do Europe está inserido nessas duas categorias. É um excelente cantor – perfeito para o estilo hard grudento (característica marcante dos primórdios da banda), mas sabe soltar a voz em sons mais barulhentos. Ele tem um registro vocal amplo e versátil. Ao vivo, é afinadíssimo! Como mestre de cerimônia, Joey cativou a platéia mostrando muito carisma e simpatia.
O guitar hero John Norum usou e abusou das Gibson Les Paul. Norum é um dos meus guitarristas preferidos. Ele é melodioso, melancólico e sabe colocar fraseados rápidos no lugar certo. Os timbres de guitarra estavam muito legais. Já valeu o show! Norum teve uma parte solo no show, apesar de curta arrancou muitos aplausos da galera!
O tecladista Mic Michaeli não foi tão carismático quanto Joey ou Norum, mas ele é o responsável por grande parte dos arranjos. Os timbres dos teclados estavam perfeitos.

O baixista John Leven e o baterista Ian Haugland estavam coesos em sincronia e peso! É o tipo de cozinha que eu gostaria de ter na minha banda! Encorpada, eficiente e sem firulas!
O Set List mesclou as várias fases da banda. As músicas antigas empolgaram os velhos fãs – a banda não mudou os arranjos originais.
Rock The Night, Let The Good Times Rock, a balada Carrie, Seventh Sigh, Wings of Tomorrow, Cherokee, Superstitious e Final Countdown!
E os sons mais novos não cativaram tanto. Uma pena, porque os trabalhos mais recentes são muito bons, faltaram algumas músicas do álbum Start From The Dark, mas a galera saiu satisfeita com o show.
Para muitos aqui no Brazil, foi a primeira vez. Para mim, essa foi a terceira vez que vi a banda. E pelo jeito, deverei revê-los mais vezes!

John Leven & Ian Haugland

Joey & Norum
Mic Michaeli

Joey & Norum

Set List
Prelude
Last Look At Eden
The Beast
Rock The Night
Scream of Anger
Let The Good Times Rock
Carrie
Seventh Sign
New Love in Town
More Than Meets The Eye
Wings of Tomorrow
Forever Travelling
Love is Not The Enemy
Cherokee
Superstitious
Encore:
Ready Or Not
The Final Countdown



27/10/2010

Alô Artista!

Oi galera, estou provisoriamente colaborando com esse site:
http://www.aloartista.com/

Dêem uma bisbilhotada, cadastrem se e participem das promoções e eventos.
É bem legals!

Saiu uma matéria sobre a equipe de colaboradores:
http://coopculturalbr.blogspot.com/2010/10/entrevista-com-equipe-do-site.htmlhttp://

26/10/2010

Halford Brazil tour 2010


Acostuma a tocar em grandes arenas com o Judas Priest, eu pensei que Rob Halford merecia fazer esse show num local mais amplo e mais digno de sua majestade. Afinal de contas, ele é definitivamente o "metal God"!!! Halford e banda mostraram que o local não importa tanto e provavelmente, essa é a chance do "metal God" ficar mais perto de seus súditos, fazendo shows em casas com ambientes mais intimistas.
Cheguei cedo ao local com amigos e me dirigi a um camarote ao lado da mesa de som e ali ficamos o show todo. Com lotação máxima de quase 2500 pessoas que entupiram o local, a banda entrou e arrasou!
O line up da banda:
Rob Halford - vocals
Metal Mike - guitars
Roy Z - guitars
Mike Davis - bass
Bobby Jarzombek - drums

O show começou as 9:30 PM e logo na introdução, Rob mostrou que veio para soltar a garganta com sons pesadíssimos e trouxe uma banda afiada e bastante empolgada!.
Roy Z e Metal Mike, a dupla das guitarras revezaram os solos e bases com muita competência. Eu gosto mais de Metal Mike nos solos - ele tem um senso melódico mais apurado e sua construção de frases e licks é totalmente "old school", Já Roy Z toca muito rápido, porém sobrepõe muitos licks clichês em fila indiana...tem hora que enjoa!
Já Metal Mike se destaca como principal compositor da carreira solo de Halford. Tanto ele como Roy utilizaram várias Flying V´s da Jackson e Roy também utilizou uma guitarra Fernandes Ravelle. Ótima combinação: guitarras Jackson + amplificadores Marshalls
O baixista Mike Davis utilizou um baixo Ernie Ball/Music Man Sting Ray preto com escala clara na maioria das músicas.
Destaque para o baterista Bobby que já esteve recentemente por aqui tocando na banda de Sebastian Bach na abertura do show do Guns´n´Roses.
O som da casa estava alto e audível, mas eu teria feito um alinhamento de som um pouco mais ousado e menos burocrático em relação aos timbres.
No set list apenas 4 músicas do Priest, sendo que metade era cover do cover... The Green Manalishi e Diamond and Rust...a galera pediu Painkiller, mas sem sucesso!
O restante das músicas revisitou a carreira solo do metal God com enfoque no seu mais recente trabalho: Made of Metal
Não tem muito que falar do Metal God....agudos perfeitos, empostação perfeita, performance ótima, carisma, senso de humor...uma breve homenagem a RJ. Dio e uma saliência abdominal característica da idade (inevitável...), mas ele detonou!
Pra quem acha que domingo é pra ficar de moletom em casa vendo televisão ou dormindo ...ou apenas almoçando com a família...O Metal God fechou o dia com chave de ouro!
SET LIST
Resurrection
Made In Hell
Locked and Loaded
Drop Out?
Made of Metal
Undisputed
Nailed to the Gun
Golgotha
Fire and Ice +
The Green Manalishi (With the Two-Prong Crown)
Diamonds and Rust
Jawbreaker
There's no Tomorrow
Thunder and Lightning
Cyber World
(ENCORE)
Heart of a Lion
Saviour

Fotos: Saulo Peghin e Dida


Vídeo do show: Heart of a Lion

13/10/2010

Queen


Pra quem curte livros e rock...meu amigo Marcelo Facundo Severo escreveu um livro bem legal sobre o Queen! É uma cronologia dos discos com muitos detalhes a respeito das músicas e com informações técnicas bem minuciosas...lógico que fala dos primórdios e outras fases da banda.
Marcelo foi meu aluno na escola de luthieria e me lembro das conversas que tivemos a respeito do Queen, principalmente sobre detalhes técnicos, curiosidades e outros...O livro tem tudo isso e mais..
Leitura recomendada...parabéns Marcelo...e valeu pela dedicatória

12/10/2010

Sonzera de amigos!

Toda vez que vou na Expomusic, recebo inúmeros CDs de amigos e faço novos amigos ganhando CDs! Muitos querem saber a minha opinião... e talvez o fato de eu ter sido colaborador e colunista de várias revistas - motiva essa galera a me procurar e deixar comigo esses CDs...
Vou falar um pouco de cada album e desde já agradeço a todos pela amizade e por prestigiarem também meu trabalho.

Darkest Seed

Sonzera, bem pesado e bem produzido.
As letras são legais, nada tão muito complexo...é simples e direto...
Vocal principal está bom, mas senti falta de ambiência em algumas passagens. Senti uma "secura" que poderia ter sido melhorada na mixagem.
Mas o destaque deste CD, são as melodias vocais...bem estruturadas. Os caras fazem um som "modern school" que incorpora várias influências de hard rock e metal.
os backing vocais estão bons...afinadíssimos! e os refrões certeiros.
Guitarras pesadas, gravação boa, bons timbres e solos legais.
Cozinha bem coesa no que diz respeito a dinâmica das músicas...firulas no lugar certo, sem exageros. Apenas achei que a bateria poderia ter mais punch...na mixagem.
E outro lance legal...é um power trio! Pois é...Caxias do Sul...se eu tivesse que morar fora de sampa...acho que eu ia prá lá...como tem uma galera que toca muito por lá...impressionante...
http://www.darkestseed.com/
http://www.myspace.com/darkestseed

Mateus Starling - Kairos

Mateus é um brother meu, apesar de pouco tempo...somos colegas de revista...a Cover Guitarra.
Bom, o CD dele é totalmente fusion...um estilo que sempre curti...desde qdo era mais novo...
A abordagem é bem moderna...harmonas bem estruturadas, nada de convenções tradicionais....ele faz um quebra quebra bem legal...
Os timbres são muito bons. A gravação é profissa total. Escutei esse Cd na minha escola em hora de aula junto com meus alunos. A maioria ainda não está preparada para esse tipo de som...uma pena...eu comecei a ouvir jazz rock com Larry Corryel, Jean Luc Ponty e Mahavishunu Orquestra e Return to Forever...poutzzzz, sempre gostei de quebradeira...
Bom, o CD do Mateus... recomendo, principalmente para os guitarristas que estão estudando harmona. Muito bom! Esse ficou no CD player por várias semanas...
www.mateusstarling.com.br
www.myspace.com/mateusstarling

Rafael Nery


Conheci o Rafael Nery na Expomusic...o Rafa que trabalha comigo(na escola) faz aula com ele...e provavelmente temos alguns amigos em comum...
O mais insólito é que esse CD não é um típico álbum de guitarrista...tipo fritação e músicas instrumentais...é um CD calmo com baladas e melodias marcantes.
Eu particularmente, achei bom. Gosto de coisas diferentes, não previsíveis...e se tratando de algo feito com essa intenção...tem muita qualidade.
Sim, pode ser enjoativo...mas comigo foi de boa!
Arranjos bons, vocais legais e produção bem feita.
www.rafaelnery.com
www.myspace.com/rafaelnery

Italo Junqueira

Outro CD legal...bem rock and roll e ...esse sim...álbum típico de guitarrista...com infuências diversas...fritação, alavancas, sons instrumentais, um pouco de quebradeiras, etc...
A produção está boa, mas faltou um punch na cozinha...algo tipo mais "corpo" na mixagem....principalmente a bateria...
O som da guitarra está bom...Muitos sons lembram o Ardanuy...é uma boa referência...sem dúvida..
italoguitarra@terra.com.br

parabéns a todos...encarte, som e inspirações...tudo muito legal...

26/09/2010

Expomusic 2010...valeu galera!


Quero agradecer a todos que estiveram comigo nesta Expomusic 2010. É muito gratificante saber que vocês acompanham meu trabalho - seja como músico, luthier e colunista de revistas. Fico muito honrado e feliz com toda essa receptividade. Aos músicos que me deram CDs e DVDs, vou escutar e ver com carinho. Postarei aqui no blog, as minhas impressões . Meus alunos e ex-alunos, é sempre bom revê-los! Agradeço as seguintes empresas, profissionais e artistas:
Equipo (Marcão, Wilsão, Koji, Kadooka, Harrison, Larrisa, Alex, Jean...outros), Pride (Viola, Sergio), Royal, Habro (Leandro), Guitar Player (Teresa, Jaques Molina, David Hepner, Flavio Gutok), Música e Mercado (Duda, Carla, Daniel), Comando Rock (Marcão), NIG (Marcão, Majú), Andy Timmons, Eagle (Daniel, Pedrão, Charlie), Hard Alexandre, Andrés Recasens, Vera Kikuti, Snake (Cláudio), luthier Pablo & Wife, Deval (Alberto), Joe Moghabi, Clement Zular, Bruno Maia (Tuatha de Danann), Edu Ardanuy, Bose (Klaus, Edinho, Miguel), Sound Maker(Carlinhos), Basso (Marcão, San Campos), Rafa Bittencourt, Pierre & Betty (AlôArtista), Dema K, Marcos DeRos, Ricky Furlani, Rafael Nery, Pedro Wood, Sound on Sound Magazine, Roadie Crew (Tonão), Meteoro (Zé Luis), Cover Guitarra's friends, Wolf Music (Sandro), Luciano Renan (Giannini), Ozielzinho, Yamaha (Vera), Roland, Quanta, Pro Shows, Antoniel Up Gospel, Italo&Angela, David Vincent (Morbid Angel), Marcelo Severo&Wife, amigos do Facebook, amigos do Orkut, Chris Jarrouge, Vivi, Fabinho Rock Studio, sêo Tito (lightning...VF qtttooo tempo hein...), Gera, Darkest Seed, Fabio Laguna, fiéis amigos de labuta dia-a-dia (Pauleira, Lú, Felipe, Claudim), Endo, Polacow, Airton Mann, Favoretti's, Deep Trip Land Menegozzo, Panta, Gustavo Benedetti & friends, Limão, Rita, Déia, Zezo, aos amigos da Promosom e aos que não puderam ir: Saulo e a orelha ambulante. A lenda urbana desta Expomusic foi o Fabiano "madruga" Amorim.

A galera que tirou fotos comigo...se quiserem me mandar: hh777@bol.com.br
Colocarei as fotos aqui e no Facebook, etc...
Bom, no blog da Pauleira:
http://www.pauleiraguitars.com/materias/expomusic-2010/#more-1705
Tem review da Expo...eu sinceramente não gosto muito de fazer...então...linka lá e leia o texto que é bem legal...
Sobre as novidades...fechei um lance legal com a Basso Correias e em breve, notícias do meio editorial...não sei ao certo ainda...mas grandes mudanças virão...
valeu galera!

20/09/2010

Expomusic 2010


mais info sobre a Expomusic:
http://www.expomusic.com.br/2010/codigo/home.asp?resolucao=1680

Eu estarei lá na quarta feira, dia 22/09(o dia todo), sexta feira dia 24 (apenas no final da tarde),
sábado e domingo (estarei lá a partir das 14:00hs).
O evento da Condor, Onerr, Crafter, Attack e outras marcas acontece no centro de convenções do hotel Confort In, na região do centro de são paulo, perto do metrô República. De quarta a sexta, não encontrei nenhuma info a respeito.

10/09/2010

Novas palhetas!!!

E aê galera, blz?
Encomendei palhetas personalizadas e elas chegaram.



No Japão, eu usava palhetas Fender 1.0 mm. Eu ganhava sacos de 144 unidades do distribuidor. Nem colocava meu nome. Não tinha muito interesse na época. Passei a usar palhetas da Pick Boy no formato Jazz 1.5 mm. Eram peças pequenas e a inscrição do nome saia com meia dúzia de licks! Essas Fenders "rosa"...apesar da cor...são ótimas quando voce deixa cair no chão...porque você acha fácil...
Outro detalhe...sempre que estou com essas "rosinhas"...as meninas e moças se aproximam querendo uma...


Essas verdinhas foram feitas pelo Carlão e Marcio, na época o Museu das Palhetas. Ficaram bem legais. Carlão continua no Museu e o Marcio criou o Palhetas Online. Ambos continuam a fazer palhetas personalizadas. O trabalho deles é muito bom, recomendo!
Bom, essa é uma palheta Dunlop serie Gator Grip 1,5mm. Eu tenho também a Gator Grip 1,14mm, as azuis...que também são ótimas.


Essas são as novas palhetas Milke US 1,5mm. São duas versões, a branca e a preta. Em breve terei mais uma cor (ou amarela ou vermelha...). São palhetas muito boas, duráveis e com acabamento fosco. Não escorregam e o visual é bem exótico.



Olha, as Milke US...encomendei uma boa quantidade, mas que acabarão em breve.

Bom, essas caixinhas de plástico são as melhores para acondicionar as palhetas. As Milke estão separadas e as antigas (as poucas que sobraram) foram para a caixinha da coleção.
Um dia, eu mostro minha coleção de palhetas. Tem algumas raras e outras bem diferentes.
Para os interessados, segue os links que referi anteriormente:
http://www.palhetas.com/
http://www.palhetasonline.com/index.html
http://www.milke.us/

27/08/2010

Precision Bass HH777

Oi galera,
Já faz um tempinho que construi esse baixo, mas só agora que tive tempo para as fotos...
Eu sou mais fã de Precision que de Jazz Bass, sempre fui....
Nada contra a nação JB, apenas acho o Precision - a concepção mais simples, direta e funcional de contrabaixo.


Bom, eu fiz esse baixo para gravar...não sou baixista, mas quem sabe...posso até pensar em tocar baixo numa boa banda de hard rock/metal....vou avisando...usarei palheta, mas decorei uns 3 licks com slap...


Corpo de marupá tigrado (pintado...não dá para ver né...aliás...podia ser figurado 5A que eu pintaria do mesmo jeito...odeio instrumento natural...)
Ponte Gotoh, escudo de acrílico, captador Malagoli PB Alnico Hot custom shop, 1 volume, 1 tonalidade, jack, escala de jacarandá (ganhei do Eugênio Follmann), marcadores de abalone e braço de maple.
Esse captador é muito bom, tem um timbre fantástico.
Com o potenciômetro de tonalidade fechado...vêm um médio/grave bem legal para tocar Grand Funk, Geezer Butler e Jack Bruce nos primórdios...com a tonalidade aberta (agudos)...versatilidade e punch pára slaps e linhas mais cristalinas...
Tenho um outro baixo Fender, o Urge que tem 2 JB da Seymour Duncan e esse mesmo captador entre os citados...e olha...esse PB da Malagoli soa tão bem que os Seymours...recomendo hein!

Tarraxas Gotoh...logotipo spaguetti...

Vista geral do Precision...será que eu troco o escudo para tortoise??? Meu sócio e amigo Benedetti concorda comigo...mas a maioria da galera da escola prefere esse original...
E vcs??? o que acham???

Pois é, um dia eu posto aqui...uma construção no estilo passo-a-passo...eu sei, eu sei...como luthier tenho até obrigação de fazer isso...mas...eu não tenho paci~^~^encia para isso...acho massante (ou maçante???)...mas quem sabe um dia...

13/08/2010

Natasha Wood

Oi galera,
Vou postar aqui uma entrevista que fiz com minha amiga Natasha Wood! Esta matéria faz parte da edição 181 da revista Cover Guitarra – da qual sou responsável pelos testes de equipamentos. A referida edição estará totalmente reformulada em termos de layout, diagramação, conteúdo e direcionamento editorial.
Bom, vou reproduzir na íntegra a matéria que será publicada:

Nesta nova coluna, conversaremos com diversos (as) guitarristas de todas as partes do planeta. Aproveitamos o “boom” da internet e das redes sociais para interceptar e descobrir velhos e novos talentos, utilizando apenas um critério simples, a paixão pela música. Não discriminamos estilo, nem nacionalidade, podem participar profissionais, amadores ou amantes das cordas, que tenham seu trabalho divulgado na rede.
Nesta coluna de “inauguração” que tenho o privilégio de dar o “pontapé inicial”, conversei com uma guitarrista que descobri através do site MySpace. Ela é Natasha Wood, que apesar de americana é brasileiríssima de coração!
Ela é guitarrista, pianista, cantora e compositora. Nasceu de uma família de músicos e desde cedo nutre uma verdadeira paixão pela música brasileira.
Natasha formou a banda Fala Bashu, juntamente com o baixista Matt Gordon e baterista David Gardner. A banda lançou seu primeiro álbum, "Drifting into Unconsciousness”, em 2008. Conversei com Natasha, que contou um pouco de sua paixão pela nossa música e falou também de detalhes sobre sua carreira musical.

Entrevista:
No seu perfil do MySpace, você cita ascendência materna brasileira. Como a música do Brasil e a bossa nova se tornaram grandes influências para você? Quais discos ou artistas você costumava escutar?
Desde criança escutei samba e bossa nova porque a minha mãe e meus avôs sempre tocavam os discos de Antônio Carlos Jobim, Elis Regina, Gal Costa, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Maria Bethânia e outros. De vez em quando, até um forrozinho tocava dentro de casa. Eventualmente comecei a ouvir outros artistas como Marisa Monte, Djavan, Caetano Veloso, Banda Black Rio, Olodum, e instrumentistas como Baden Powell, Romero Lubambo e César Camargo Mariano. Também assisti shows de artistas locais brasileiros como: Kátia Moraes e Sambaguru. A lista é muito grande.

De onde você tira a inspiração para os seus temas? Você compõe mais na guitarra ou no piano?
Geralmente componho canções sobre amizades, pessoas que são interessantes na minha vida, lugares por onde tenho viajado e os meus animais – sou doutora em medicina veterinária! Nos últimos anos componho na guitarra, mas como originalmente sou pianista, estou tentando voltar ao piano e experimentar outros estilos de música. O piano oferece um mundo de possibilidades diferentes para um compositor. Também estou compondo mais em português, apesar de ser um pouco difícil para mim. É sempre mais fácil compor na língua nativa.




Seu trabalho musical tem muitas influências de jazz, como você trabalha os improvisos? Gosta de fraseados lineares ou raciocina de maneira vertical, valorizando os acordes?
Para mim, a melodia é super importante. Por isso quando improviso, sempre tenho a melodia e a progressão de acordes na cabeça. Procuro improvisar ao redor dessas coisas. Mas estou tentando incorporar uma forma mais vertical. De vez em quando saio do encadeamento e trabalho outras modulações – afinal de contas, um pouco de dissonância pode ser uma coisa boa.

Você tem acompanhado o cenário atual da música brasileira? Algum artista em especial tem merecido a sua atenção?
Devo admitir que adoro os artistas do passado, mas alguns dos meus favoritos são mais contemporâneos: Marisa Monte, Maria Rita, Daniela Mercury, Chico César, Djavan e as legendas musicais que ainda estão na ativa, entre eles: Gal Costa e Caetano Veloso.

Quais os músicos que costumam trabalhar com você?
Geralmente toco com músicos de Los Angeles que possuem uma diversa experiência musical – desde estilos como o jazz afro-cubano, folk-rock americano até música carnática indiana. Minha aventura mais recente me levou às ilhas Cook, onde tive o prazer de colaborar com o vocalista/guitarrista Tok Haurua. Também estou tocando com meus primos, que são músicos de jazz maravilhosos. O meu tio, John Wood, é pianista profissional de jazz Eu me inspiro muito nele. Sinto-me afortunada por ter a oportunidade de tocar e cantar com artistas talentosos. Esse intercâmbio de estilos é importante para minha música. Cada vez que tocamos juntos é uma nova aventura. Sempre estamos aprendendo uns com os outros.



Qual o seu equipamento (guitarras, violões, pedais de efeitos, amplificadores e cordas) para shows e gravações?
Minha guitarra é uma semi acústica DeArmond X-155. O violão de aço é um Martin Shenandoah – que foi um presente do meu avô Randy Wood - produtor musical e fundador da companhia Dot Records. Tenho um violão de cordas de náilon Yamaha CG-100SA, que foi meu primeiro instrumento. Uso cordas D’Addario, teclados Yamaha S90ES, amplificadores Roland, Fender, Danelectro e microfones Shure.

Para finalizar, quais são seus planos musicais e quando você tocará no Brasil?
Espero me envolver mais com a cena de música brasileira em Los Angeles. Recentemente comecei a tocar com uma nova banda e espero poder divulgá-la o máximo possível. Gostaria de incorporar mais influências de outros artistas e culturas. Estou compondo novas canções e em breve gravarei outro CD. Sinceramente, conciliar a música e medicina veterinária é um desafio – requer muita dedicação para ter êxito em ambas carreiras.
Nunca pensei em ser uma musicista famosa, especialmente hoje em dia, onde o universo musical é tão efêmero. Mas uma coisa legal da música é que todo esforço é recompensado, é uma evolução natural. E quem sabe se algum dia, inesperadamente, a oportunidade bate na sua porta! Sobre tocar no Brasil, espero que possa fazê-lo em breve! Faz alguns anos que estive pelo país e acho que está chegando a hora de fazer outra jornada. E desta vez, levarei o meu violão!


Fotos: Brandon Peters

04/08/2010

HH777 opiniões


Olha só, mais opiniões sobre o HH777:

essa é do blog do Andre Lorenz:
http://andrelorenz.wordpress.com/2010/08/01/review-captador-malagoli-hh777-henry-ho-signature/

essa é do blog Zona do Humbucker, bem legal...por sinal...
http://zonadohumbucker.blogspot.com/search?updated-min=2007-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2008-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=8

se tiverem um tempo, vale a leitura...

pra quem tem Facebook, um vídeo meu gravado pelo Maurizio...testando a guitarra dele com 2 x HH777. Não estranhem...os referidos caps estavam com uma capa cromada preta sem os pólos aparentes...gambiarra do próprio Maurizio...que aliás...ficou muito bom!
http://www.facebook.com/#!/video/video.php?v=139590506071324&ref=mf

16/07/2010

HH777 - the "pink" Attack!

poutzzzzz........olha issoooooo!!!!!!!!!!!!

Olha só...acabou de chegar a versão "pink" do meu captador signature, o HH777.
Pois é...bem legal! Muitos acharão "ducarai" e outros nem tanto...
Esse da foto é o Realbucker para braço, mas tem tbém o Hellbucker para ponte.
Tirei "as pressas" com o celular...minha câmera estava carregando...depois colocarei fotos mais decentes...
Essa cor já está disponível e os caps podem ser adquiridos no site:
Ainda não decidi em qual guitarra vou colocar essa dupla de "pinks". Acho que combina com guitarra preta. Essa combinação me lembrou as Ibanez Roadstar II modelo Allan Holdswoth...eram pretas com caps DiMarzio rosa(s)!
Agradecimentos a Malagoli, meus parceiros de longa data que se empenham 1000% quaisquer que sejam as circunstâncias...
Essa versão pink é comemorativa de 5 anos de existência do(s) HH777(s)...
e aproveitando...posto aqui um teste que saiu na Guitar Player de junho de 2007.
Foi o teste feito pelo meu brother Jaques Molina sobre o Hellbucker e Realbucker.



E não deixem de bisbilhotar o blog da Malagoli:
http://captadorescombr.blogspot.com/
E recentemente, tbém na GP saiu a matéria com meu amigo Milton Medusa...citando o HH777 tbém...só clicar na imagem para ler a matéria.


E tem um vídeo meu bem "ruizin" no You Tube...com o Hellbucker:

07/07/2010

Cadê Ronaldinho na Copa do Mundo?


Oi galera,
Me pediram pra falar de futebol, de copa do mundo...sei lá mêo???
Eu gosto de futebol, sempre gostei. Mas sei não...
Essa copa do mundo está muito sem sal. Muito corre corre, futebol feio, ausência total de técnica, muitos jogadores detonados e cadê o Ronaldinho???
Essa coisa de parar o país por causa dos jogos da seleção, poutzzz...Nada a ver nos dias atuais. É mais fácil neguinho ficar indignado em encontrar loja fechada no shopping no domingão.
Agora copa do mundo é justificativa, muito mais que domingo pra católico que tbém gosta de futebol...vai entender?
Bom, as seleções do continente foram um fiasco. Somente a seleção de Gana teve "gana" pra chegar nas quartas de final. O penalti perdido nos descontos do segundo tempo (jogo das quartas com o Uruguai) foi a cena mais dantesca da copa! A cara do jogador depois que perdeu esse penalti foi a segunda cena mais dantesca da copa!
Os "bafana bafana" outro fiasco. A única coisa que eu gostei foi do som desse têrmo: bafana bafana - significa boys e quando repete, é plural: boys boys...
No quesito futebol, os "bafana boys" ainda tem que comer muito arroz e feijão...e o Parreira protagonizou a cena mais constrangedora da copa (o não aperto de mão com o técnico francês...).
Itália e França? viiiixxxeeee!!!!!!!logro total...power failure!
Argentina: olha, Maradona tava uma figura. Ele ainda tem muito que ralar como técnico de futebol. Como jogador era fenomenal! Mas eu acho que ele foi bem razoável. E muito coerente nas coletivas de imprensa. Já o Messi & Cia não estavam jogando uma bola redonda...nem na África, nem aqui, nem na PQP.... Faltou o Veron jogando todos os jogos, Aguero e Milito idem. Mas tomar de 4 da Alemanha foi antológico! Brasileiros comemoraram mais que alemães!
Uruguai mandou bem! Lugano que é sócia do Jude Law fechou a área, Suarez com a mão de Deus (protagonizou a melhor defesa da copa...sem ser goleiro) e o Diego Forlan que jogou um bolão...pra mim...um dos melhores da copa.
Holanda, Espanha e Alemanha...eu acho que quem merece é a Alemanha - conseguiu renovar o time, mudou o estilo de jogar em relação a temporadas anteriores e evoluiu durante a competição. Já holandeses e espanhóis...dá licença...eita futebolzinho feio porém sortudo.
Japão surpreendeu pra caramba. EUA também e Paraguai deveria ter levado "a" Riquelme (entenderam? ).
Inglaterra? capengaram de novo amaldiçoados no lance de 1966...poutzzz, é só inverter o 9 e ficaria 1666...isso...666...
Brasil? sobre o Dunga...pelo menos "peitou" a Globo e vuvuzelou bons palavrões nas coletivas de imprensa...vocabulários ofensivos direcionados e intencionais. Foi hilário.
Tecnicamente, ele foi mals.
Sobre o time: bastava levar a defesa do São Paulo FC com Rogério Ceni, o Hernandes e o ataque do Santos FC. Botava o Ronaldinho no banco pra entrar sempre no segundo tempo no lugar do Ganso...e nem teria levado o Kaká. Esse time que foi pra copa...não tem nem condições de disputar tipo um campeonato brasileiro e até mesmo um paulistão.
Mas convenhamos, a Copa do Mundo é um grande negócio. Conspirações, boatarias e teorias a parte...tem muita coisa rolando nesse backstage futebolístico.
Bom, falei, falei, falei...e pra mim, Copa do Mundo não tem mais a magia de antes. Assisti menino a Copa de 1970, vibrei com cada gol, cada drible e cada lance de futebol arte. Foi assim tbém em 74, 78, 82, 86, 90, 94 e a partir daí...só valeu a 2002 pq o Brasil foi penta.
Mick Jagger? Pé frio?
Bom, o cara é trilhonário, tem mais de 60 anos mas parece estar melhor que muitos de 30, come a mulher que quiser, entra onde quer, faz e ganha grana (aliás...muita grana) com o que gosta de fazer. Ele é pé frio? Hahahahaha...pé frio é o Galvão Bueno!
Vou assistir os jogos finais e lamentar muito se um país europeu ganhar ( e ganharão mesmo)...Eles estão nessa ...muito por mérito dos sul-americanos que jogam por lá....
Alguém lembra de algum italiano, francês, espanhol, holandês ou alemão que joga aqui, ou na Argentina, no Paraguai ou no Uruguai? Pois é!
Será que um alemão, holandês, inglês, italiano, espanhol...qdo criança já diz: "eu quero ser jogador de futebol"??? Acho que não. Tem criança aqui que diz "eu quero ser deputado estadual? Pois então...
2014 eu volto a escrever sobre a Copa.