30/01/2012

Nova postagem técnica!

Nova postagem sobre dicas técnicas no meu outro blog! Confiram!
Aproveitando, confiram também o flyer ao lado do show da banda No Use For a Name.
Muita gente disse que não conseguiu visualizar as informações, então segue ai galera!
Sim, estarei trabalhando de STAGE MANAGER para a banda!

28/01/2012

nova postagem no outro blog!

Veja no meu outro blog, a origem dessa traquitana...o que é? E pra que serve?
http://hellbucker.blogspot.com/2012/01/novo-suporte-para-soldagem-de-cabos-e.html

Menos é mais...

Menos é mais! Curte tecnologia? Tem profissionais que a utilizam e outros que são tradicionalistas...Eu sou daqueles que parecem transitar de um lado para outro...mas tendenciando bastante para o lado tecnológico! Uma vez estava no backstage ajudando os roadies do Savatage (eles tinham um laptop na época, 2001). Estava tudo na máquina: input list, rider, os samplers, procedimentos, etc...e o stage manager olhava pra mim, para o laptop e dizia: é o futuro! É a tecnologia! Pois é! o melhor jeito de prever o futuro é inventá-lo! Laptops no palco e no backstage ainda reinam absolutos, mas os tablets estão chegando aos poucos e reforçam o lema: menos é mais! Quando a gente trabalha na estrada, não tem como levar "tudo". Em geral, optamos pelo mínimo indispensável. O laptop vai na bagagem de mão e trocá-lo por um tablet com a mesma performance, é abrir espaço para mais uma calça ou 2 camisetas pretas! Sim, tô falando sério! Estou utilizando um tablet de 7 polegadas e entupi de programas: afinador digital cromático, gravador multipistas, backtracks, analisador de espectro, calculadora científica, drum kit, teclado virtual e tocadores de áudio. Ele funciona com sistema operacional Android e o editor de textos é bem decente. Armazeno arquivos como: riders, mapas de palco, set list, check list, input list, manuais de equipamentos, esquemas técnicos, diagramas e galeria de fotos. E não faltam softwares usuais como GPS, mapas, programas de compartilhamento de informações (que indicam o que tem nas redondezas: bancos, restaurantes, lojas, serviços e etc...)que é ótimo quando estamos na estrada. Tem ainda previsão do tempo, trânsito e acesso as redes sociais, email, comunicadores....tudo via Wi-Fi ou 3G!
 O HD externo para backup será dispensado em breve (o meu tem 2 partições). O pendrive e os cartões SD já estão em relacionamento sério com o tablet. Desta forma, sai o HD e abre vaga na mala para mais um par de meias! Sim, eu tô falando sério! Comprei um Bluetooth USB Dongle - conversor para Bluetooth, do tamanho de uma unha de polegar. Ele não serve no tablet, mas em breve acharei um compatível com o Android. Ou seja, um cabo a menos na mala! E falando em bluetooth...esse protocolo vai substituir a maioria das conexões de áudio via cabo. Aliás, pude comprovar isso recentemente num evento corporativo. Ou seja, os cabos sempre existirão, mas o bluetooth deve diminuir a quantidade dos mesmos. Já ouviu falar do iShower? Graças ao bluetooth, muita gente já toma banho escutando música debaixo do chuveiro - utilizando um controlador que edita ou executa funções do iPhone (via bluetooth). E as caixas de som também são acionadas, via idem! Com uma interface iRig MIDI e um iPhone, você pode até dispensar o tablet e abrir espaço na mala para mais uma camiseta preta! Sim, eu estou falando sério! Bom, hoje comecei a arrumar minhas ferramentas e cheguei a conclusão que não cabem todas na minha mala (de ferramentas, diga de passagem). Estou reprojetando algumas e a regra do "menos é mais" vai ter que prevalecer. Pelo menos minha bagagem pessoal vai ficar mais leve por conta da tecnologia! Mesmo que digam que a humanidade está adquirindo toda essa coisa HI-TECH CERTA, mas para todas as razões ERRADAS! Sobre isso, eu não sei...mas tem facilitado minha vida...e olha que eu estou falando sério!


11/01/2012

2012, ainda dá tempo de começar...

Findadas as férias, cá estou de volta a labuta! Este final de ano de 2011, foi tenso em alguns aspectos! Adrenalina sobrou…mas é parte do jogo! Isso pode soar um tanto “intransitivo” – mas a maioria das pessoas também passam por situações similares. Então, sussa!
Nós ainda relevamos os acontecimentos finais em uma trajetória e discriminamos o conjunto da obra. Infelizmente, o que aconteceu por derradeiro é o que fica estigmatizado na mente das pessoas. Pois é, não deixa de ser clichê, mas a chegada do ano novo ajuda “ tirar essa nhaca” ! Não tem muito segredo, o antídoto é ser resiliente e praticar a arte idiossíncrática da paciência. Pelo menos, sobrevivi com dignidade aos exageros gastronômicos e não sobrou “tupperware” pra contar história! Não sou contra as festas. Apenas sou vítima de uma série de coincidências que tornam essa época, engordativa e difícil de dizer “NÃO”.
Bom, enquanto muita gente ainda mastiga panetone, outros estão preparando os adereços e lantejoulas para a próxima folia. Neste entrementes, muita gente vai “comendo pelas beiradas”, definindo metas e fechando o planejamento! Comigo não é diferente, vâmo pras cabeças! Muito certo isso…quem espera o ano começar depois da época do rebolado, só consegue pegar a obsolescência do bonde andando…corre que ainda dá tempo!

31/12/2011

23/12/2011

Natal e Zumbis!

Alguma semelhança entre um ataque de zumbis e a desenfreada correria para as compras de natal? Ou possíveis similaridades - entre a voracidade extrema desencadeada no ataque as iguarias natalinas e o apetite zumbi diante de um ser humano prestes a ser devorado? hahahahahahahahahahahaha....muitas semelhanças, com certeza!
E pior que nesta época, as palavras mais procuradas nos sites de busca são: papai noel, vampiros e zombies
Veja aqui: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5522342-EI12884,00-No+Natal+americanos+se+interessam+por+demonios+e+zumbis.html

Bom, chega de ficar detonando o natal e as festas....só entrei aqui para desejar a todos: muito descanso, paz na hora das reflexões, saúde, harmonia familiar e uma mesa farta sem exageros.
Não estranhem a imagem, é apenas uma paródia da foto que Jon Bon Jovi colocou na net - depois do boato de sua própria morte...fiz uma "fotinha" parecida, apenas para ironizar a chegada do verão escaldante! Aliás, nem zumbis aguentarão!


Boas Festas a Todos! 


17/12/2011

odeio final de ano....

Não sumi não...é a correria de final de ano: ano letivo da escola no epílogo, natal chegando e o tempo é diariamente desperdiçado no excel ...planilhas que não acabam mais...números infinitos...
Estou mais presente no Facebook, mas lá eu consigo ser mais sucinto e constante.
Não é novidade que eu odeio final de ano, a estação das festas, comilança descabida, distribuição de presentes e o festival de panetones. Bom, mas esse sou eu...
Mas NATAL tem uma conotação comercial e apelativa que beira a mais fanática das religiões....
O bacanal gastronômico é tenso. Mas admito...difícil largar a chocolatria - no meu caso, mesmo com índices glicêmicos alterados, tenho que me conter diante da mesa farta...Apenas algumas confraternizações na agenda....este ano estarei ausente da maioria. Diz a lenda que minha presença causaria tensão (??? ...e não é piada interna...acreditem)!
Falta " meia semana" para as férias, mas a "sensação térmica" é de 1 mês! E esse papo de férias para mim, não será nada TRUE, ou seja, como diz o Muricy Ramalho: " Isso aqui é trabalho". Num primeiro momento, vou descansar um par de dias...e num segundo momento, cumprir alguns compromissos...e depois, trampo!
Recebi alguns emails e algumas pessoas que leram o meu post da amiga Vânia Bastos, pediram mais histórias! Legals, prometo que escreverei mais a respeito.
Galera, sobre equipamentos...vou demorar um pouco mais para responder os emails de dúvidas ok? E já peço para aqueles que me solicitam indicações de empregos na área, que agora...só na segunda quinzena de janeiro de 2012. Quanto ao curso de roadie e técnico de palco, voltarei em breve com novidades.

25/11/2011

HH777 novos, porém...descarados!

Meus novos captadores HH777 para guitarra chegaram esta semana. São as mesmas versões timbrísticas dos modelos que estão disponíveis no mercado - tanto para a posição da ponte como para a posição do braço. O que muda é apenas o visual. Eu sei...eu sei...nada de original! Muitos amigos já me disseram que parece uma cópia descarada dos EMG's ou dos Live Wire da Seymour Duncan. Mas a intenção era justamente essa. Felizmente, os meus captadores são "best seller" e aproveitar essa concepção sonora utilizando "acabamentos" diferentes foi descaradamente uma estratégia meliante!!!
Já recebi um protótipo do HH777 humbucker, mas com formato de single, com duas lâminas paralelas no topo. Em 2012 teremos mais opções de HH777 com outros acabamentos. Provavelmente, nenhum captador terá tantas e tantas opções para o consumidor final. Com relação, a esse par de HH777, ainda não decidi em qual guitarra testá los. Talvez na minha Gibson Les Paul???
Pois é, HH777's possuem o conceito de "portabilidade"...o mesmo timbre porém com acabamentos diferentes...ou seja, escolha o visual que mais te agrada e mantenha sempre a mesma sonoridade.
Em breve, coloco o teste sonoro....mas quem já conhece o genoma dos HH777 ....já sabe do que se trata!
Ahhhhhhhh....em tempo! Não são captadores ativos...É apenas o visual. São passivos e possuem as mesmas especificações dos usuais...que a galera já conhece....Ok?
Aproveito aqui para agradecer aos meus parceiros da Malagoli Eletrônica! São quase 3/4 de década de conivência! Na próxima semana, colocarei as fotos do novo protótipo HH777 (humbucker em formato de single). E 2012...se nenhuma profecia atrapalhar....mais novidades!

23/11/2011

Lembranças de outrora!

Hoje tive um prazer enorme de encontrar com a Vânia Bastos, renomada cantora e intérprete da nossa Música Popular Brasileira! A Vânia veio acompanhar o marido Ronaldo Rayol, que estava na oficina do meu sócio Marcio Benedetti. Foi superlegal revê-la depois de tanto tempo!
Pois é, uma longa história! Quando comecei a tocar guitarra em mil novecentos e "lá vai bolinha", minha mãe me indicou para (talvez!!!) o primeiro trabalho como roadie (na época, éramos apenas denominados como ajudantes...). Eu fui "ajudar" a cantora Miriam Mirah, da banda Tarancón:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Taranc%C3%B3n
E na sequência, a Miriam me indicou para ser ajudante de outra cantora, a Jane Duboc.
http://www.janeduboc.com.br/umahistoria/umahistoria.htm
Na verdade, a Jane faria uma participação no show do Hermeto Pascoal, no teatro Tuca. Eu estava encarregado de levar a roupa que ela usaria no show. Mas quando chegamos no Tuca, a Jane desistiu de usá-la! Pois é, Hermeto faria o show de chinelão, calça jeans e uma camisa florida...e o único da banda que estava na "estica" era o pianista Jovino Santos: calça social, camiseta pólo e sapatos. Já o baterista Nenê e o baixista Itiberê Zwarg estavam de macação (indumentária de bicho grilo na época). Bom, a Jane só colocou uma bota branca e usou a mesma roupa que estava para não destoar da galera...e deu um show de canto arrebatador...Ainda me lembro de como ela cantou...essas coisas são realmente mágicas!
E foi a primeira vez que entrei num camarim de verdade! Nesse show  fiz amizade com o Itiberê! Acabei descobrindo e reparando um cabo do baixo que estava com mal contato. Ele me disse depois: "você precisa conhecer um amigo meu que faz manutenção do meu baixo, o Tiguez. Acho que você tem jeito pra coisa". Ele me levou uma vez, mas não consegui encontrar com o tal Tiguez. Na verdade, eu nem tinha entendido direito o nome...achei que era "portugues"'...
Quando conheci alguns músicos na região da Praça da Árvore (Vitão, Sergio, Ricardo e Tomás). Foram eles que me apresentaram ao Tiguez...Ai sim...caiu a ficha..."português"...na verdade...era o Tiguez! E foi justamente nessa época que ele se associou ao luthier Eduardo Ladessa (RIP). E o resto...eu conto outro dia...Senão...isso aqui vira um livro!
E de tanto andar pela Praça da Árvore, conheci o pessoal da Transasom (que era uma loja de instrumentos musicais e locadora de equipos). E assim como freelancer fiz uns "bicos" para a Transasom ( era carregador de equipamento e montador). Acabei trabalhando na montagem de palco do show do Arrigo Barnabé e da banda Sabor de Veneno (do disco Clara Crocodilo), onde cantava a Vânia Bastos. Acho que trabalhei em 2 shows - não me lembro...mas um deles deve ter sido no Centro Cultural Vergueiro??? A Vânia também não se lembra...
Depois, assisti alguns shows solos da Vânia em 1986...época que ela começou a fazer muito sucesso e acho que em 1989, antes de viajar para o Japão...minha última "balada" foi ver o show da Vânia com o Eduardo Gudin no Sesc Pompéia! E só fui encontrá-la no Facebook virtualmente...mas hoje, finalmente... nos encontramos! Bom, pra quem acha que eu só curto metal e rock and roll...não é bem assim...
Vânia Bastos, Arrigo Barnabé, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Jane Duboc...são sensacionais!

Aqui um vídeo do Arrigo com a Vânia.

Aqui, Vânia com o Ronaldo Rayol!

12/11/2011

SWU e ECAD

A juíza Marta Brandão Pistelli, da 2ª Vara Cível da Comarca de Paulínia, indeferiu a ação do ECAD que pedia o cancelamento da edição 2011 do SWU em virtude de problemas na arrecadação de impostos da edição de 2010. Pelo jeito, a sustentabilidade (para o ECAD) neste caso...tem um sentido totalmente diferente...Mas de qualquer forma, no final...dá tudo certo para quem estava preocupado! Mais info sobre o SWU:

21/10/2011

Reforma e customização do baixo da Litha

Reforma é um lance que eu curto muito fazer. E melhor ainda quando tenho liberdade para customizar e mudar alguns detalhes! Mas essa coisa de "tunar"o instrumento é 7 ou 70...ou faz de um jeito que mude radicalmente, ou não faz faz quase nada - quando não se quer descaracterizar em demasia.
Um dia, conversando com uma amiga que mora na cidade de Limeira, a Litha. Ela me mostrou algumas fotos do contrabaixo de 5 cordas que ganhou do pai. A princípio, o objetivo era apenas regular o instrumento, colocar cordas novas e deixar a tocabilidade mais confortável.
Olha como era o instrumento em questão:
.
Marcamos um dia na escola, ela aproveitou para assistir aulas num sábado e trouxe o contrabaixo. (a Litha, aliás, é quem digitou a nossa apostila do curso básico para podermos...finalmente...digitalizar todo o conteúdo). Voltando ao baixo...tem mais fotos no flicker, os links estão no final da postagem.
No referido dia, apenas dei uma bisolhada rápida e pluguei-o num amplificador. Visualmente, o baixo estava bem judiado - pintura descascada - com uma cor sobreposta a outra. Ou seja, o mesmo já tinha sido reformado, mas de maneira bastante irregular. O pior quando a cor roxa é sobreposta pela cor branca - tinta automotiva com camada chinfrin de verniz. O que aconteceu é que as beiradas estavam descancando e partes do encaixe e da cavidade dos captadores também apresentavam danos significativos. A parte elétrica estava funcionando, porém a fiação, componentes e soldagens pecavam pela falta de organização e limpeza.
Um detalhe, não foi a Litha que detonou o baixo...ela já pegou ele assim "meio" capenga da loja que comprou e outras "gambis" foram feitas por um luthier da região...
E o som? Então... tava totalmente desajustado em termos de timbre. Na semana seguinte, dei uma bisbilhotada melhor e decidi reformar ele todo. Deixar tudo novo. E olha que eu curto instrumento desgastado, a lá relic...com aspecto vintage. Mas neste caso, não tava um visual bacanudo, sem nenhuma "vibe". Então...reforma já!
E quando decidi reformá-lo, era também para valorizar o instrumento!
Ai começou a saga...Primeiro, arranquei a parte elétrica, as peças, captadores - deixei o baixo "pelado" e comecei a remover a tinta... aliás, as duas tintas...primeiro o branco e depois o roxo da camada inferior...que era metalizado (até que era bonito, mas enjoativo).
E deixei corpo e braço na madeira crua. Conversei com a Litha e dei algumas sugestões de acabamento: preto translúcido ( a primeira escolha dela), preto brilhante, preto fosco, preto metálico, branco ( de novo)...ou natural. E nesse "vai vem"...ela decidiu pelo preto metálico.
Lógico que ela também citou cores que não queria: tipo rosa e verde! E decidido...pedi pro pintor colocar um pouco de glitter azul no acabamento metálico...e isso deixou o visual do baixo bem "GLAM"!!!
Arrancar o acabamento foi rápido....depois fiz o mesmo com o braço...e falando do dito cujo...arranquei os trastes que estavam gastos e descolando. E pra variar... o ajuste do tensor estava no "talo". Tive que trocar o bullet de ajuste do tensor e retificar a escala com o tensor no ponto zero. Assim, ganhamos mais regulagem.
Fiz uma infiltração numa rachadura perto da tarraxa da corda Si grave, fiz um nivelamento de trastes e mandei corpo e braço pra pintura.
Bom, depois de 3 semanas, o corpo e braço estavam comigo....no feriado de 12 de outubro, eu comecei a montá-lo. E meio que aos 40 minutos do segundo tempo, porque...dias 15 e 16 de outubro....levaria o baixo pra Litha e mostraria o instrumento durante meus workshops em Limeira e Rio Claro.
A cor nova (preto metálico) ficou muito boa. Resolvi fazer um escudo para o baixo. Já tinha desenhado e feito um molde e fiz 3 escudos diferentes - que a Litha poderá escolher e colocar de maneira simples (um dos lados fixo no rebaixo da escala na região do tróculo... e outro lado fixo com fita dupla face). Só dar uma olhadinha nos albuns do flicker...os links estão no final da postagem.
Headstock novo com tampa da cavidade de tensor.
O baixo todo reformado com cordas e correia personalizada ( de "oncinha", no melhor estilo "poser dos anos 80")...
Aproveitei as tarraxas, mas tive que substituir uma delas. Fiz uma nova tampa de cobertura da cavidade de ajuste do tensor, coloquei os mesmo captadores ( que originalmente estavam ligados passivos), mas mantive esse "status"...mas poderão ser modificados. Refiz toda a parte elétrica, troquei os potenciômetros e só mantive o jack original. A ponte original foi mantida, mas ficou 2 semanas sendo desinfectada e lubrificada...e troquei os knobs originais cromados por pretos. E instalei um strap-lock, encomendei uma correia estilo "oncinha poser". Em termos de ajuste, como a escala e os trastes estavam 777% perfeitos...tudo rápido e fácil.
Bom, além da pintura nova (que realmente ressuscitou o baixo)...o escudo foi a customização que deu um "up" no visual. As três opções de escudos também é algo diferente. Inclusive as tampas traseiras da parte elétrica também tem essas opções. O verniz brilhante no braço também valorizou bastante e o mais importante: a troca dos trastes, retífica da escala e reparo no tensor.
Olha o instrumento e a "dona" juntos novamente....o mais legal é saber que ela curtiu o visual novo do contrabaixo....

20/10/2011

Tudo se aproveita...já dizia o Lavoisier!

Eu acho muito mais fácil, construir um instrumento do "zero" (cortar as madeiras, utilizar os gabaritos para o processo e não perder muito tempo com cálculos e "gambiarras"). Ou seja, sigo uma cronologia lógica e utilizando uma boa quantidade de dispositivos - assim a mente trabalha em piloto automático. Mas são justamente as adaptações e customizações que nos obrigam a ser versáteis e criativos...E tem outra... acho que "criar" hoje em dia....é muito relativo! A metalinguagem do ofício luthierístico segue a risca o que disse Antoine Laurent Lavoisier: "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" !!!!!!
Vocês concordam?
Neste caso...ou no caso desta guitarra... a "coisa toda" foi concebida com sobras, retalhos e partes abandonadas.
O corpo é de madeira poplar. Trata se de uma Jackson Tradicional com a famosa " piscina" ou "marmita" na parte central - para abrigar os captadores e outra cavidade padrão para inserção de tremolo do tipo Floyd Rose. Acho que era um corpo de reposição, que o fabricante envia para o representante (dealer) com fins de manutenção ou substituição. Paguei um preço módico e na verdade, a finalidade dessa aquisição seria para outro objetivo. Acreditem...iria adaptar esse corpo para ser um relógio de parede!!! Fiz o projeto e bolei os mecanismos...mas acabei comprando 3 corpos idênticos. Desta forma, decidi utilizar 2 corpos para guitarras de verdade e apenas um corpo para o tal do relógio.
Decidi fazer uma guitarra com listras a lá Eddie Van Halen, porém resolvi exagerar no conceito e utilizar peças que tinha disponíveis no meu estoque.
No corpo, tampei a cavidade da ponte enxertando pedaços de madeiras. Optei em não utilizar tremolo do tipo Floyd Rose, decidi utilizar a Wilkinson VS do tipo flutuante. Bolei as listras utilizando uma fita crepe e logo em seguida entreguei para o pintor.
Escolhi a cor amarela CET e as listras ficariam pretas...um encontro de Eddie Van Halen com Oz Fox (Stryper)! Mas o instrumento seria também chamado de "guitarra abelha", guitarra caterpillar, guitarra CET, guitarra Police Line don´t cross, etc...etc...
Enquanto o corpo estava na pintura, tinha que fazer o braço...E acabei encontrando 2 braços que estavam semi processados por mim. Coisa muito antiga - que abandonei por falta de tempo e falta de vontade de finalizar...
Fiz as medições com relação a ponte e um desses braços tinha a possibilidade de ser adaptado com medida de escala de 25 polegadas (similar a PRS). Mas com 24 trastes!
Retomei o processo do braço e finalizei em 3 dias ( não consecutivos). O corpo da guitarra veio e depois encaminhei o braço para a pintura.
Na foto acima, o corpo pintado e o escudo que decidi utilizar (preto perolado). Cortei um pedaço da chapa de acrílico e fiz um escudo tradicional...sem muita firula, bem típico!
Terminado a ergonomia do escudo, inseri os captadores (HH777 Hellbucker na ponte e HH777 Realbucker no braço), ambos preto/amarelo....para combinar com as listras. Knob de volume amarelo e chave de 3 posições. Bem simples!
Introduzi a ponte da Wilkinson (preta) na cavidade e montei a parte elétrica interna.
O escudo preto perolado ficou bom, mas senti falta de algo....resolvi então fazer a mesma coisa que fiz no corpo - colocar listras no escudo....mas criando um contraste: corpo amarelo com listras pretas, porém escudo preto com listras amarelas!!!
Para tal, comprei uma fita amarela de PVC para demarcação de solo e "me matei" cortando a dita cuja com um estilete de responsa...Logo mais abaixo, vocês poderão checar como ficou.
Posteriormente, o braço veio da pintura e estava com a cor alterada com relação a cor do corpo, mas sem problemas...mais contraste não faz mal nenhum....E o logotipo "vazou" ....ou seja, não ficou muito bom, mas "vamo que vamo"....
Coloquei um nut da Graphtech, excelente por sinal...fácil de instalar e muito prático!
Vista do corpo montado com as cordas. O contraste das listras do corpo com as listras do escudo chama a atenção. É rebuscado, mas produz um efeito de profundidade...de dimensão...
No início achei um exagero....mas aos poucos...fui acostumando....
Olha a guitarra montada: corpo de poplar, braço de marfim costeiro tipo extra (bem rígido, sêco e na radial), escala de cabreúva na radial bem escura (parece um ébano), captadores HH777, volume, chave de 3 posições, jack, ponte Wilkinson VS, tarraxas Wilkinson Ezy Lock, nut Graphtech, straplock Schaller e tensor Gotoh.
Bom, o captador da ponte está com o imã fraco. Vou pedir para que me mandem outro igual. O ganho do referido está mais baixo que o do braço. Mas é um detalhe bem simples de resolver com a substituição...acontece nas melhores famílias...(até pensei em substituir o imã, mas essa peça precisa voltar a fábrica para ser contabilizada e checada - em termos de controle de qualidade...mas já vou avisando que os HH777sss apresentam baixíssimo índice de defeitos...pelo menos comigo, este é o primeiro em 8 anos de parceria).
Coloquei cordas DR .010 Tite Fit...e antes da montagem final...fiz um nivelamento de trastes bem sutil. Em termos de tocabilidade, achei satisfatório. O tremolo não desafina as cordas e os timbres estavam muito bons ( apesar do captador da ponte estar avariado)...
Não tirei muitas fotos do processo e nem as quis colocá las aqui em grande quantidade! Pela simples razão de ser um instrumento a lá Frankenstein, achei que uma versão mais resumida seria melhor....
Na próxima, vou colocar detalhes e fotos de um contrabaixo que reformei...
Valews!

17/10/2011

Mudar é preciso....yeah


Mudar nem sempre é preciso, mas mudanças sempre dependem do nosso próprio esforço. De nossa capacidade de refletir tal propósito em nós mesmos. Nada como criar novos estímulos e novos desafios. Mudar sim, é preciso...
Encerrei um ciclo recentemente. Inicio outro a partir de agora. Começo sozinho e agradeço a receptividade dos novos parceiros que já encontro pela estrada!
Pra quem está num dilema, vai a dica: não tenha receio de mudar!