17/05/2011

ACCEPT BRAZIL TOUR 2011 - Carioca Club 15/05/2011


O Accept é uma das bandas que eu mais gosto do metal alemão. Mais que Scorpions e Helloween. Mas por ironia do destino – se eu já ví vários shows do Scorpions e até trabalhei duas vezes para o Helloween...Eu nunca assisti um show do Accept!!! ...mas isso foi até domingo passado (15 de maio de 2011). Sim, demorou, demorou...mas finalmente consegui vê-los...
O line up da banda para essa tour: Mark Tornillo (vocal), Wolf Hoffmann (guitarra), Peter Baltes (baixo) e Stefan Schwarzmann (bateria). Infelizmente o guitarrista Herman Frank sofreu um acidente sério durante a tour norte americana, na cidade do Texas. Quebrou costelas e sofreu uma perfuração perto do pulmão...(???)... Durante a tour do Accept em 1996, a banda também tocou com 4 integrantes. Mas hoje em dia, uma guitarra base faz muita falta. Principalmente nos solos. Mas a expectativa com relação ao vocalista Mark Tornillo era muito grande. Já estive no Carioca Club em shows com bastante lotação como Halford e UFO, mas esse show do Accept literalmente lotou a casa! Amigos produtores confirmaram a presença de quase duas mil pessoas e realmente, o local estava abarrotado de gente. O atraso foi mínimo e a banda entrou no palco detonando o hit Teutonic Terror do novo álbum “Blood of the Nations”.
Aliás, os quatro primeiros sons foram executados sem qualquer intervalo. Para mim, a sensação inicial é a que prevaleceu por todo o show: o vocalista Mark Tornillo é um dos responsáveis pela ressurreição da banda. Impressionante o poderio vocal do frontman...que também impressionou pela boa forma física. Foi o substituto perfeito para o quase insubstituível Udo Dirkschneider. O outro detalhe que comentei: a guitarra base fez muita falta. Mas por outro lado – foi legal ouvir apenas a guitarra do Wolf Hoffmann. Para os guitarristas que estavam na audiência...Wolf fez um trabalho impecável. O baixista Peter Baltes também é impressionante e carismático. Além de excelente músico, Peter agitou a galera quando deixou seu baixo nas mãos do roadie (que demorou muito para ajustar a afinação). O baterista Stefan Schwarzmann é do tipo de baterista que eu acho perfeito para o estilo – sem firulas e com pegada forte.
O mais legal é ver que a banda estava com muito tesão de tocar ao vivo. E não decepcionaram!
Sem dúvida, esse foi um dos melhores shows do ano!
SET LIST:
1. Teutonic Terror (Blood of the Nations)
2. Bucket Full of Hate (Blood of the Nations)
3. Starlight (Breaker, 1981)
4. Breaker (Breaker, 1981)
5. New World Comin' (Blood of the Nations)
6. Restless and Wild (Restless and Wild, 1982)
7. Monsterman (Russian Roulette, 1986)
8. Metal Heart (Metal Heart, 1985)
9. Amamos La Vida (Objection Overruled, 1993)
10. Neon Nights (Restless and Wild, 1982)
11. Bulletproof (Objection Overruled, 1993)
12. Losers and Winners (Balls to the Wall, 1983)
13. Aiming High (Russian Roulette, 1986)
14. Princess of the Dawn (Restless and Wild, 1982)
15. Up to the Limit (Hear 'n Aid, 1985)
16. No Shelter (Blood of the Nations)
ENCORE
17. Fast as a Shark (Restless and Wild, 1982)
18. Pandemic (Blood of the Nations)
19. Balls to the Wall (Balls to the Wall, 1983)
Espero que a banda volte novamente. E que Mark Tornillo continue com eles, Herman Frank se restabeleça e que Wolf, Peter e Stefan...continuem inspirados...Blood of the Nations é um dos melhores álbuns lançados recentemente de metal. Longa vida ao Accept!

TEUTONIC TERROR VIDEO - OPENING

10/05/2011

U.D.O. Brazil tour 2011 - Sao Paulo May, 7, 2011


Coincidência ou sincronicidade? Não sei dizer ao certo, mas talvez um pouco de ambos. Shows do U.D.O. e Accept em sequência, com uma semana de intervalo e no mesmo local! Nunca ví ambas as bandas!!! Imperdoável? Sim, perdi todas as oportunidades de vê-las no Japão.
Os motivos são bem óbvios: ingressos esgotados em segundos.E quem diria que eu as veria aqui no Brasil...Na verdade, ainda falta Accept porque U.D.O., finalmente consegui vê-los ao vivo!
O show foi no Carioca Club, sábado dia 7 de maio! E abertura (opening act) do show com a banda brasileira Salário Mínimo. Sei lá, nunca me acostumei com hard rock e heavy metal cantado em português.
O início do show da banda U.D.O atrasou com problemas técnicos: algo de monitoração e algum problema com o bumbo da bateria. No palco tinha um amigo meu trabalhando, mas eu e Saulo nem nos aproximamos – é interessante ver a coisa toda pela perspectiva da platéia.
Apesar do atraso, eles entraram detonando um heavy metal pulsante e energético. A banda é muito boa. Stefan Kaufmann que era também baterista do Accept toca a guitarra base com muita competência (na verdade, ele sempre foi guitarrista de origem). O outro guitarrista, o suiço Igor Gianola - tem um estilo que é totalmente old school. Ele toca a maioria dos solos e tem uma pegada marcante e pesada. Ambos os guitarristas utilizaram instrumentos como Flying V e Explorer - sempre da cor branca...lembrando o Accept! Coincidência ou sincrocinidade?
O baixista Fitty Wienhold e o baterista italiano Francesco Jovino, mandaram superbem! Cozinha afiada e bem entrosada!
Já o protagonista principal, Udo Dirkschneider é o figura! Ele é o cara! Sua voz esganiçada e rouca continua potente e avassaladora. Mas no início do show o volume da voz estava exageradamente baixo. O cara tem um carisma monstro!
O palco estava límpido demais. Os amplificadores estavam posicionados nas laterais. A disposição do backline foi realmente bem interessante e peculiar! O Accept também está fazendo tour com um layout similar. Coincidências ou sincrocinidade? O set list mesclou músicas do novo CD e temas mais conhecidos da banda com clássicos do Accept.
SET LIST
1. The Bogeyman
2. Dominator
3. Independence Day
4. The Bullet and the Bomb
5. Restless and Wild
(Accept cover)
6. Son of a Bitch
(Accept cover)
7. Thunderball
8. Vendetta
9. Princess of the Dawn
(Accept cover)
10. Guitar Solo
11. Midnight Mover
(Accept cover)
12. Man and Machine
13. Breaker
(Accept cover)
14. Animal House
15. Metal Heart
(Accept cover)
16. Encore:
16. Holy
17. Balls to the Wall
(Accept cover)
Justamente na Balls to the Wall, a guitarra de Igor Gianola sumiu...provavelmente com problemas de mal contato no rack do músico. Ou seja, ele praticamente não tocou, apenas fez um “air guitar” até conseguirem resolver o problema. Provavelmente voltariam para um segundo “bis”com “Fast as na Shark”....mas não rolou...
De qualquer forma, foi um pouttta show!
U.D.O. – line up
Udo Dirkschneider – Lead vocals
Stefan Kaufmann – Guitars
Igor Gianola – Guitars
Fitty Wienhold – Bass Guitar
Francesco Jovino – Drums

Balls to the wall...clássico! mas a guitarra do Igor falha na maior parte da música....

26/04/2011

Comunicado - Statement

Não tenho interesse de trocar idéias com determinadas empresas do mercado musical. Seja no Facebook, Twitter, no meu blog ou em qualquer outra rede social. Aliás, em lugar nenhum...
O motivo é simples, não quero dar consultoria gratuita para as mesmas. E nem quero que utilizem minha página pessoal para propagandas e divulgação comercial em benefício delas próprias. É evidente que estou me referindo diretamente para empresas que já conheço ou tive algum tipo de relacionamento.
E não pretendo mais ter! Se não as adicionei no FB ou no Twitter, quando solicitado – não é agora que o faria...não adianta insistir.
Tem muito músico atrás de patrocínio e parceria. Entendo e acho que a galera tem que ir atrás mesmo... Essa questão do patrocínio ou endorsement virou “qualquer nota”...muitos não se preocupam mais em relacionar a sua própria imagem com empresas as quais encontrariam elementos de identificação. Uma boa maioria quer o equipamento de graça, exposição na mídia, cachê e essa condição de “status adquirido”. Já vi muitos amigos músicos trocarem de marca apenas pelas vantagens citadas e tocarem com instrumentos de qualidade bastante inferior. Justamente o quesito principal! Uma pena!
De qualquer forma, não estou aqui para julgar esse tipo de atitude. E deixo claro que esse texto não é uma proposta de discussão. Trata se de apenas um comunicado para as referidas – ou seja, não estou disponível para diálogos ou parcerias.
As empresas, fabricantes, ou profissionais que já fazem parte minha lista – é porque sabem disso e sempre respeitaram meu espaço. Aproveito a ocasião para agradecer as mesmas por prestigiarem meu trabalho e me acompanharem por tanto tempo! E faço questão de citá-las: NIG Strings, Malagoli/Sound Eletrônica, Landscape Audio, Hobbertt Technology, Royal Music, Basso Straps, Rotstage, Sound Maker, Power Click e Sobrol.

Com relação a NIG STRINGS, foi a primeira empresa nacional a acreditar no meu trabalho e minha primeira parceira depois que voltei do Japão.
Já trabalhei com marcas como Ernie Ball, Dean Markley, Martin Strings, DR e Darco no Japão. Fui patrocinado pela Ernie Ball e Darco quando vivi na terra do sol nascente. Aqui no Brasil, já trabalhei para Ernie Ball (representada pela Royal Music) e fiz testes com várias marcas no período que fui colunista de revistas como Guitar Player e Cover Guitarra. Provavelmente fui o primeiro colunista técnico a fazer testes em encordoamentos em revistas especializadas.
Minha opção pela NIG é baseada num relacionamento de amizade e conivência. Estou com eles “quase” desde o início da família NIG, que transitou pela linha “ Evolution” até a concepção dos produtos atuais. Acompanhei e testei todas as famílias de encordoamentos e sempre vesti a camisa NIG.
Por que??? Muito simples....
O mais importante é a questão do contexto geral. Não apenas o quesito técnico, se o encordoamento é tecnicamente bom ou satisfaz necessidades.
Para mim, todo o contexto é importante. Não apenas o produto, a grife, a marca, mas as pessoas e profissionais envolvidos no processo. O potencial da empresa, a capacidade de superar dificuldades e surpreender com produtos inovadores. E acompanhei muitos aspectos da produção e sempre fui muito respeitado em minhas opiniões, críticas e sugestões. Qual empresa está “escancaradamente aberta” a esse tipo de coisa?
A NIG é a empresa que mais investiu em tecnologia de produção – eles fabricam todos os produtos no Brasil. As outras empresas apenas embalam produtos feitos na Ásia, no México e diga se de passagem...nem embalam mais porque tudo já vem pronto. As outras que produzem encordoamentos, não oferecem tanta variedade de matéria prima, calibres, opções para outros instrumentos de cordas e ampla distribuição no território nacional e internacional. Quando eu comecei com a NIG, os encordoamentos eram apenas razoáveis, hoje em dia, não troco por nenhuma grife importada. Já tive ofertas interessantes de uma marca internacional e duas marcas nacionais. Recusei, sou NIG até o osso! Praticamente, comecei com eles e sigo em frente....sempre com eles.
http://www.nigstrings.com.br/intro_violao/intro.html

03/04/2011

SWEET AND JOURNEY BRAZIL TOUR 2011




O Journey nunca esteve no Brasil e pelo menos de minha parte...a expectativa era enorme. Tentei vê-los uma vez no Japão, mas não rolou!!! Ingressos esgotados e até os cambistas foram embora mais cedo. Nunca imaginei que os veria no Brasil...e foi sorte saber disso com "baita" antecedência...mexendo uns " pauzinhos" e 2 convites de camarote nas mãos..difícil foi segurar a ansiedade! Lógico que Journey com Steve Perry nos vocais seria o ideal...mas ele não pode mais cantar como antes (nem pela idade, mas por estar com problemas na coluna...que afetam sua respiração...o que para um cantor é drástico)...E Steve já está fora da banda por muitos anos.
Sim, com essa onda de re-uniões de bandas...seria uma possibilidade. Mas não o caso deles.
Já o Journey com Steve Augeri nos vocais foi muito legal. Steve esteve recentemente no Brasil e fez um show memorável. É um cantor muito bom e substituiu Perry a altura! Jeff Scott Soto também...outro que merece um crédito enorme em ajudar o Journey a voltar ao circuito. Sua saída foi inclusive injusta e mal explicada...nas circunstâncias de época.
Bom...ai começa a saga do novo vocalista...Arnel Pineda. Pois é...filipino...ele foi cantor de algumas bandas no país dele, uma delas: The Zoo...tinha vários vídeos no You Tube...com músicas de Bon Jovi, Van Halen, Police, Boston, Led Zeppelin e lógico...Journey...uma típica banda cover das Filipinas com um cantor competente e muito bom! Neal Schon, o guitarrista do Journey viu esses vídeos e ficou impressionado com Arnel. Mandou um email para ele e Arnel foi para a gringolândia fazer o teste...e se tornou o novo "cinderelo" do rock! Uma história e tanto!...E Arnel tem um registro ou timbre vocal similar ao Steve Perry, mas essa similaridade impressiona...E somados a isso: agudo encorpado e técnica incrível.
Ou seja, além de ser o show do Journey...tinha a expectativa de ver Arnel " ao vivo" - o que 77% da galera que compareceu a Via Funchal, não deveria saber...Muita gente estranhou o fato de ver um frontman "japa" ou xing ling...entrar cantando Separate Ways! A outra expectativa era a banda de abertura: Sweet! A legendária banda glam inglesa dos anos 70´s! Pois é...mas esse Sweet que veio é a versão americana com o baixista original(Steve Priest)...porque existe a versão britânica com o guitarrista Andy Scott...
O show deles foi bem legal! Clássicos como Set me Free, Love is like Oxigen, Fox on the Run, Action e Little Willy.
Rápida arrumação do palco e enfim...o momento esperado: Journey!
Provavelmente será imbatível...o melhor show desse ano!
Neil Schon na guitarra, Jonathan Crain nos teclados, gaita e guitarra base, Ross Valory no baixo e Deen Castronovo na bateria...só feras!
E Arnel Pineda??? Sim, ele canta muito...foi fácil entender tudo. Arnel reinventou o Journey de novo. Podem falar que ele parece cantor de karaoke, que ele canta igual ao Perry, que ele é xing ling, que ele é japa gay, que eu sou parecido com ele (agora mais essa!)...mas ele canta demais. E não concordo que ele é imitação vocal do Perry. Ele tem mais força. Os agudos são mais encorpados. E o cara é um frontman de arena...não para um instante.
Se vocês notarem o set list...clássicos na maioria com músicas novas intercaladas. Sem comentários...um pouuutttaaa show!
Neil Schon é uma atração a parte. Esbanjou o costumeiro bom gosto com solos e fraseados melódicos e abusou do delay em profundidade.
Deen Castronovo cantou 2 músicas e poderia ser vocalista de qualquer banda, inclusive do próprio Journey!
Fazia tempo que eu não me empolgava em shows. De tanto trabalhar em concertos, a gente fica anestesiado a muitas coisas...mas este show...me trouxe de volta a vontade de tocar!
Se eles tocassem mais datas por aqui, iria com certeza. E fico na expectativa de mais em 2012, 2013, 2014...
JOURNEY BRAZIL TOUR 2011 - SET LIST
Separate Ways (Worlds Apart)
Edge of the Moment
Only the Young
Ask the Lonely
Resonate
Stone in Love
Keep on Runnin'
(Deen Castronovo on vocals)
City of Hope (DEDICATED TO jAPAN)
Lights
Open Arms
Mother, Father
(Deen Castronovo on vocals)
Chain of Love
Escape
Wheel in the Sky
Human Feel (Rise Up)
Be Good to Yourself
Faithfully
Don't Stop Believin'
Encore:
Anyway You Want It
Lovin', Touchin', Squeezin'
Who's Crying Now



27/03/2011

Iron Maiden Brazil tour 2011

O Cavalera Conspiracy fez uma show de abertura bem energético baseado no mais recente trabalho e tocou também um medley do Sepultura e sons do primeiro disco. A galera curtiu e agitou pulando nas músicas do Sepultura. O som estava um pouco baixo mas serviu para esquentar a galera.
Havia muita expectativa em torno do show porque o disco novo do Maiden não agradou e a julgar pelo set list da tour européia, muitas músicas novas seriam tocadas...Mas eles tiveram o bom senso de intercalar os clássicos com essas músicas novas....e funcionou! E eu gostei desses sons novos tocados "ao vivo"....tanto que vou escutar mais o "The Final Frontier"!
Logo na primeira música, Bruce e a banda mostraram que vieram para realizar o sonho de muitos que estavam pela primeira vez...e o sonho deles próprios...tocar num Morumbi com 55 mil fãs! Não vou comentar música por música porque vai ficar enfadonho e parecendo review de revista especializada...mas o set list funcionou e como!
Bruce continua sendo o frontman de responsa que sempre o consagrou! E continua cantando cada vez melhor! O trio de guitarristas surpreende... porque apesar de cada qual ter um estilo e pegada, são coesos e igualmente competentes. Janick Gers, criticado por muitos...dobrou solos com Adrian Smith e cuidou das partes acústicas. Dave Murray usou uma Les Paul em muitas músicas, surpreendendo a nação strateira! Adrian continua o mais técnico dos três! Janick fez as bases para os solos alternados de Dave e Adrian nos clássicos!
Steve Harris é sem comentários! Para mim, um dos mais completos baixistas de heavy metal...totalmente desnecessário falar desse cara! E o batera Nicko continua bem humorado, eficiente e tecnicamente perfeito nas conduções.
Uma grande noite para a nação Maiden! Up the Irons!
Set list: Morumbi, 26 de março de 2011
Doctor Doctor (intro by UFO)
- Satellite 15… The Final Frontier
- El Dorado
- 2 Minutes to Midnight
- The Talisman
- Coming Home
- Dance Of Death
- The Trooper
- The Wicker Man
- Blood Brothers
- When the Wild Wind Blows
- The Evil That Men Do
- Fear Of The Dark
- Iron Maiden
- The Number Of The Beast
- Hallowed By The Name
- Running Free

24/03/2011

Baile de Máscaras!

"Ser" e máscaras não combinam com a verdade...porque máscaras combinam mais com falsidade! Lógico que isso é apenas uma mera citação (sem querer soar como uma verdade absoluta). Foi apenas uma alusão de um cotidiano que me envolveu em tempos recentes e uma pequena homenagem a esses episódios e protagonistas (em tempo...todos mascarados...).
Tudo bem, tudo bem...muitos nem entenderão do que se trata, mas a intenção aqui é justamente essa. Seria mais fácil "dar nome as máscaras"...porém...eu sempre prefiro o caminho mais difícil. Digamos que resolvi optar por estímulos subliminares. Mas falando sério....é impressionante como tem falsidade em pessoas, coisas e situações em nossa volta. Um verdadeiro baile de máscaras!

22/03/2011

Japão

O noticiário e a mídia continuam informando sobre a situação do Japão. Não com tanta intensidade ou ênfase como na primeira semana, mas dividindo as atenções com os conflitos na Líbia e o noticiário local. A crise nuclear japonesa ainda está longe de um desfecho razoável. A contaminação radioativa é o temor cada vez mais crescente de uma população que ainda sofre com as consequencias da grande tragédia. Os números de perdas e desaparecidos são alarmantes. Força Japão, mesmo com o descaso e incompetência das autoridades, vocês superarão esse momento difícil. E chega de falar de tragédia, já deu! vamos ajudar da forma que pudermos!
Agradeço a todos que se preocuparam comigo e com minha família - aos que me mandaram emails, mensagens, me ligaram e vieram me procurar pessoalmente. Muito obrigado mesmo!

18/03/2011

You all will never be alone!


Every day we think about you all! Are positive thoughts that you may overcome the crisis as quickly as possible! My condolences to the families who lost loved ones. Be strong Japan...
You all will never be alone!

16/03/2011

Be Strong JAPAN!


Toda vez que eu ligo a TV para as notícias do Japão, fico triste com as atualizações. De agora em diante, as estatísticas serão alarmantes. As equipes de resgate, agora mais organizadas, que percorrem as áreas afetadas, constatarão uma quantidade enorme de perdas.
Além das réplicas dos terremotos que atingem também, outras regiões com níveis altos - o perigo da contaminação nuclear é iminente e obriga a evacuação de pessoas, num raio maior.
É absurdo como as autoridades políticas e militares (de alto escalão) lidam com toda essa situação. Já estou convencido de que...políticos e militares são iguais, qualquer que seja o país.
Não vamos esquecer os milhares de desabrigados de nosso próprio país, na região sul...atingidos pelo tsunami que caiu do céu..E nossas autoridades políticas?
A terra continua tremendo na terra do sol nascente. Enquanto escrevo esse texto, novos tremores abalam a região central. E começa a nevar em Miyage Ken, um dos locais mais afetados. A população abrigada em locais provisórios e mesmo os que estão em suas casas, sofrem com a falta de aquecimento. O abastecimento de maneira geral, está comprometido em quase todo o país.
O tempo limite está definido. Tenho fé que até lá...todos os agravantes tenham sido minimizados ou controlados. Meus irmãos japoneses são mestres na arte da superação. O tempo que passei com eles foi um aprendizado de ouro. Pensamento positivo, estar preparado, ser forte, levantar e dar a volta por cima...essa é a lei!

13/03/2011

Gambatte Nippon!


Gostaria de agradecer a todos que se preocuparam com minha família no Japão. Foram contatos através de telefonemas, emails, torpedos, mensagens pelo Facebook, Orkut, Twitter e pessoalmente. Valeu mesmo galera!
Meus parentes que vivem em Tokyo, imediações da capital, Yokohama, no sul e no oeste, estão bem. Sim, todos estão apreensivos e muito traumatizados. É o maior terremoto da história do país. Por mais que digam que o povo japonês está preparado para os terremotos, não existe preparo mental para algo com essa magnitude.
Meus parentes que vivem nas áreas críticas estão vivos e bem. Não sabemos em que condições sobrevivem – se as moradias foram afetadas ou se perderam tudo. A prioridade é estarem vivos, mas o emocional deve estar em frangalhos.
Tive notícias de alguns amigos e até o momento, a maioria está bem. As réplicas dos tremores continuam, mas em escala baixa. Os amigos e familiares que vivem lá continuam o relato de medo e de angústia.
Tudo isso que está acontecendo é muito angustiante. Eu tive uma vida lá e além da família e muitos amigos – meu referencial do Japão é muito forte. Fico imaginando como essa tragédia afeta a rotina metódica dos japoneses. É um duro golpe, talvez a pior tragédia depois da segunda guerra mundial. Não bastasse o terremoto (com escala sísmica altíssima), o tsunami e o desastre nuclear (que só por si, é aterrorizante), o país terá que enfrentar uma crise econômica.
Muitos dizem que o pior já passou. Na verdade, não. Tecnicamente, temos até o dia 16/03 – ou seja , três dias com a 70% de probabilidade de outro tremor com escala acima de 7, iminente na região nordeste (Tohoku). Ou como dizem os especialistas sísmicos, essa possibilidade pode afetar outra região (até mesmo distante). A partir do quarto dia, essa probabilidade cai para 50% em quatro dias e assim por diante. Eu já passei mal bocados com terremotos breves com escala perto de 6. E como se trata de uma escala logarítmica de 10, não consigo imaginar algo que seja 30 vezes mais forte!
Eu sei que alguns amigos acessam meu blog do Japão. Espero que vocês estejam bem!
Queria deixar dicas úteis:
- Deixe uma mochila perto da porta (durante a noite e madrugada) com roupas, calçados, documentos, dinheiro, lanterna, pilhas, apito, fósforos, toalha, par de luvas, um pouco de açúcar, celular, rádio c/pilha, remédios, água e um pouco de comida seca.
- Durma com roupas que você poderá utilizar fora de casa. (agora que está frio, fica mais fácil).
- Desligue o registro de gás da cozinha e do banho antes de dormir, ou quando sair de casa.
- Tenha sempre em mente para onde ir, em caso de evacuação.
- A rua nem sempre é o local mais seguro. Tenha sempre um lugar definido para se abrigar, dentro dos locais onde estiver.
Sim, eu fiz e tive essas coisas preparadas, quando morei no Japão e felizmente nunca precisei utilizá-las. Para mim, faria diferença...não hesitem, façam
E quanto aos comentários sobre “castigo divino” e “danação sobre um povo sem fé”, não vou nem me estressar com tanta “non sense”. E as teorias conspiratórias a cerca do número 11 começam a proliferar na internet.
Pois é, minhas preocupações e envio de boas vibes estão direcionadas aos meus irmãos japoneses.
Eu não quis colocar nenhuma foto da tragédia, preferi procurar foto de locais que eu costumava ir...Shinjuku é um desses lugares que me traz muitas recordações boas!

08/03/2011

Mike Starr - Alice in Chains


Mike Starr, baixista da formação original do Alice in Chains foi declarado morto hoje, 8 de março de 2011, provavelmente por overdose. Ele tinha 44 anos....RIP!

27/02/2011

MSG Brazil tour 2011


Oi galera, estive no show do Michael Schenker Group no sábado dia 25/02/2011!
Não tem muito que falar! O cara continua detonando a guitarra com técnica, bom gosto e ótimos timbres. Apenas, acho que ele poderia ter tocado numa casa maior - divulgando da maneira correta, o evento seria totalmente viável em termos de público! Uma pena!
Mas estive lá e pude conferir um set list baseado 99% na carreira solo, ou seja, Michael Schenker Group. Músicas como Armed and Ready, Cry For the Nation, Lets Sleeping Dogs Lie, Ready To Rock, I Want You, A Night To Remember, Drum solo, Into the Arena, Lost Horizont, Rock My Night Away, On and On, Are You Ready To Rock, Ride on My Way e do UFO: Light´s Out, Rock Bottom e Doctor Doctor.
A banda dessa tour no Brazil incluiu:
David Van Landing - foi vocalista em 1997, estive no show de comemorativo de aniversário em Tokyo e ele era o vocalista na época!
Elliott "Dean" Rubinson - baixista - dono da Dean Guitars
Wayne Findlay - teclados e guitarra base
Carmine Appice - o legendário baterista!
Bom, um showzaço! Os timbres do Schenker continuam insuperáveis! Gravei um vídeo do solo de guitarra em "Rock Bottom", confiram!

19/02/2011

Brinquedo Novo!

Não é um pedal interface supostamente desenvolvido pela Roland (até que podia ser...). Nem se trata de uma gambiarra de minha autoria...e muito menos, uma montagem astuta de photoshop!
Esse "pedal" na foto, na verdade, é um mouse! E justamente o Super Distortion DS-1...o primeiro pedal da Boss que eu tive quando comecei a tocar! Ahhhhh coincidências!!!
Esse mouse foi presente do Serginho Motta, que é gerente de produtos da Roland (amigo de longa data!) e que me foi entregue pela Gabriella - que é coordenadora educacional da empresa.
A Gabriella veio me visitar esses dias...mais novidades, veja em breve no blog da escola.
Outra coincidência: Meu amigo Marco Loureiro que mora no Rio e também já trampou na Roland...é um dos... ou... o responsável direto pela concepção deste mouse...uma poutaaa idéia!
Mouse em ação...e deu até vontade de colocar o DS-1 "de novo" na minha pedaleira....será?

06/02/2011

amp Hobbertt HBT 800

Fazia tempo que não tinha notícias dos meus amigos, Roberto Gabriel, Silmara e Íris...todos da Hobbertt Technology...empresa que me patrocina com o pedal Simulamp!
Eles vieram me visitar na escola de luthieria e além do prazer em reencontrá-los, fechamos nova parceria! Sobre isso...que envolve a escola...na verdade, acesse esse link:

E eles me trouxeram uma réplica do legendário cabeçote JCM800 da Marshall para teste.
A versão do referido é o JCM 800 2203, também conhecido como MK2.
É também a versão utilizada pelo Zakk Wylde, com alguns incrementos adicionais.
O Roberto fez algumas modificações em relação ao projeto original a pedido do cliente...isso mesmo....esse amp é feito sob encomenda....
O modelo é HBT 800 de 50 watts, são duas válvulas SV6555 Svetlana, tres válvulas 12 AX7 Sovtek, transformadores enrolados a mão pela Hobbertt, os soquetes são cerãmicos, a placa é de fibra de vidro, o circuito é ponto-a-ponto (PTP), painel de vidro com iluminação por LED (sob encomenda) ou pode ser um painel do tipo tradicional. Assim como o modelo atual do Zakk, este HBT 800 possui circuito de loop em PCI, com chave de bypass e controle de nível de sinal. Os fusíveis são individuais para cada válvula de potência - que garante mais segurança e indicadores em LED, em caso de falha das válvulas.
O seletor de impedância é de 4ohms ou 8 ohms. E qualquer outro tipo de modificação poderá ser avaliada e feita para o usuário.
Olha o visual do amp em questão:
Neste caso específico, foi o cliente que pediu as cores, knobs e o painel com a iluminação c/LEDs vermelhos. Na foto abaixo, é possível ver os detalhes....pena que eu não tirei fotos do cabeçote de noite no escuro....fico devendo...
Com relação aos timbres:
Som limpo - bastante articulado e mais "cristalino" que o original. Muito em virtude das válvulas de potência...tanto a 6555 e as KT88 desovam mais "força" e deixam o amp mais brilhante. As originais EL34, eu particularmente gosto, mas soam um poucos ríspidas com captadores single-coils em alto volume. De maneira geral, gostei desse canal. As possibilidades de equalização fornecem uma infinidade de opções para tocar diversos estilos. O controle de presença é responsivo! Com efeitos como chorus, flanger e phaser, voce faz o que quer com este canal...
Com distorção, o ideal é usar algo de alto ganho, mas minimizando a quantidade de agudos e presença. Mas neste canal, usei o pedal Simulamp...por exemplo...e gostei do resultado...
Som sujo - pois é....justamente neste canal que encontramos vestígios do DNA Marshall! Fiquei um bom tempo me divertindo e lembrei do meu primeiro Marshall JCM800 que comprei no Japão....muito bom! Esse HBT800 é uma opção excelente para que procura pelo som clássico de Marshall....mas faça como eu...zere os agudos e zere o controle de presença...só assim que o Marshall funciona sem ser abelhudo...mas o Roberto pode dar um jeito nisso (só pedir um "mod"...que ele faz). Um bom pedal de overdrive é suficiente para "empurrar" mais ganho para tocar coisas pesadas...desde pop, hard rock, hard blues até heavy metal...mas a distorção do próprio canal já é bem decente para fazer bases e solos. Pra mim, como gosto de um pouco mais de ganho...um pedal de drive foi o acréscimo apropriado. O loop na parte traseira é bem legal...é o aspecto moderno do aparelho, entre outros detalhes. Essa configuração de válvulas lembrou bastante meu Marshall Slash signature com válvulas KT-88. Gostei pra caramba....recomendo!

Em termos visuais, se voces gostaram da "cara" deste amp....garanto que pessoalmente ele é bem mais estonteante...e ligado na tomada com os LEDS acesos...é arrebatador!
O acabamento em termos gerais é caprichado. As cantoneiras de proteção, alça de transporte e o painel são bem resistentes. Detalhe: os transformadores enrolados a mão...muito bem feitos...muuittooo bem concebidos....esse é um dos segredos para ter um pouttaaa timbre!
Mais detalhes e condições de preços e pagamentos, fale com a Hobbertt:
hobbertt@hobbertt.com.br